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Enoblogs - blogs unidos pelo vinho

A potência e a elegância dos vinhos de Paul Hobbs

Por Silvia Cintra Franco

 

Um novo conceito baseado no de châteaux francês

 

Catena Zapata que comemora na semana que vem 50 anos de trajetória de Nicolás Catena sempre destacou a importância do trabalho que Paul Hobbs desenvolveu por alguns anos a partir de 1989 na vinícola, hoje a mais prestigiada de Mendoza pela qualidade de seus vinhos.

 

Paul Hobbs estudou na prestigiada Davis de enologia, trabalhou com Robert Mondavi em 1978, em 1988 veio para a América do Sul e - por insistência de Jorge Catena, irmão de Nicolás Catena - visitou Catena Zapata e acabou sendo convencido por Nicolás a trabalhar como consultor de Catena Zapata.

 

Paul Hobbs esteve na semana passada entre nós a convite da Mistral, sua importadora, para apresentar os vinhos de sua propriedade na Califórnia, mais exatamente em Russian River Valley, uma região muito bonita e fria, que produz brancos e tintos soberbos. Estive lá em 2007 e caí de amores pela região, na época, pouco conhecida de nós.

 


Paul Hobbs insiste em vinhos elegantes, potentes e com finesse. Potência e elegância é o mote. E você já pode conferir com o Chardonnay de Russian River Valley, um chardonnay muito fresco, potente e elegante, como quer o enólogo. E prove o fantástico Pinot Noir Russian River Valley 2010.




Início na Califórnia com vinícola própria


Paul Hobbs começou em Califórnia com pouco dinheiro e em 1991 foi a primeira safra de Chardonnay, Pinot Noir e Cabernet Sauvignon. As uvas vinham de Napa e era possível  fazer vinhos com leveduras nativas.

 

Notas de degustação

 

Pinot Noir Russian River Valley 2010 !!!+
Fruta madura, floral, uma beleza total, animal, trufa, perfumado e macio, suculento, elegante. Finesse, generoso em boca. Boa persistência. Muito caráter e personalidade, fantástico!  Paul Hobbs quis fazer um Pinot Noir mais no estilo de Burgundy. As uvas deste Pinot Noir de Russian River Valley  vieram de clones de Romanée Conti. O sucesso deste Pinot Noir Russian River Valley  é o material, pois fizeram a seleção do que melhor funcionava no solo e clima de Califórnia. US$135,50 que valem a pena!
 

 

Paul Hobbs Cabernet Sauvignon Napa Valley 2005 !!!
Corte bordalês de cabernet sauvignon 97%, cabernet franc 2% e 1% petit verdot.
Muito fresco, muito elegante, com tipicidade, elegância e estilo bem francês. Fruta madura, finesse em boca, estrutura.
Aqui o uso do carvalho se destina a amadurecer o vinho. Apenas 5% de carvalho novo.

 
Trata-se de um novo conceito elaborado por Paul Hobbs a partir do conceito francês de Château. Na França o conceito de Château significa área limitada de terrenos (os do château), de varietais e de diferentes terroirs. O que Paul Hobbs quis fazer foi algo diferente, não tão restrito à ideia de assemblage ou o blend francês. Aqui trata-se de um blend de cabernet sauvignon 97%, cabernet franc 2% e 1% petit verdot das montanhas, do vale, do leste e do oeste.  Uma safra muito fria, mas dá-lhe elegância! US$ 199,50 na Mistral.

 

Cabernet Sauvignon Beckstoffer Dr. Crane Vineyard 2006
Um Cabernet Sauvignon nervoso e com garra, um tinto raçudo, cheio de classe. Ainda mais elegante e mais encorpado do que o Cabernet Sauvignon Napa Valley 2005. Com mais fruta, chocolate e mais complexidade. 100% carvalho novo francês, um blend de dois clones e de blocos diferentes de Cabernet Sauvignon.  Uma beleza para quem pode dispor de US$ 399,99.



Chardonnay Russian River Valley 2009

Aroma de baunilha, carvalho, fruta tropical. Cresce na taça e ganha em complexidade.

Na boca,  toda a tipicidade do chardonnay americano. Mas por vir de Russian River Valley, é um chardonnay mais elegante, de clima frio. Ligeiramente licoroso.  A malolática é feita pelo método antigo, com batonnage sur lees (remexem as leveduras para melhor integração e obter uma deliciosa cremosidade) e sem filtração. É um chardonnay que passa em carvalho e fermenta com leveduras nativas (normalmente as vinícolas compram leveduras selecionadas no mercado, pois as nativas ou selvagens, que estão na fruta, trazem o risco embutido de falhar e não fermentar todo o mosto). Depois passa por uma segunda fermentação, a malolática (a que reduz a acidez brutal da fruta) e que deixa o vinho mais cremoso e colabora na integração do vinho com a barrica. Passa em barrica de 10 a 11 meses, o que dá uma bela cor ao vinho.  US$124,50 na Mistral.




Crossbarn Cabernet Sauvignon Napa Valley
Colheita manual  noturna.
Fruta excessivamente madura. 18 meses em barrica.
Em boca taninos finos, agradáveis e presentes. Longa persistência. Boa tipicidade. começou em 2000. 10% carvalho novo. US$99,50 na Mistral.

 

Embora os preços não sejam exatamente baratos aqui no Brasil e tampouco o sejam também nos Estados Unidos, vale a pena degustar o Paul Hobbs Cabernet Sauvignon Napa Valley 2005 e o Pinot Noir Russian River Valley 2010, pois são excepcionais!

 





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