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Enoblogs - blogs unidos pelo vinho

O encanto e a aventura de castas pouco conhecidas

Por Breno Raigorodsky

 

 

 

Há um certo cansaço no ar, quando se fala de grandes vinhos.

 

Quem são eles? Os eternos bordoleses, borgonheses, champenoises, hermitages, piemonteses, toscanos, Riojas, Toros, Priorats, Douros, californianos, australianos, Acolchaguas e Mendocinos de sempre?

 

Alguns de nós somos insaciáveis, ou ao menos podemos ser, tese facilmente demonstrável pela água na boca que se forma toda vez que ouvimos coisas novas (?) e encantadoras como Nerello, Rufete, Negrette, Rabigato, Teroldego etc.

 

Desta vez, foram apresentados vinhos de médio corpo da Itália, aqueles que não são tão cheios de prestígio internacional, mas que desde sempre ganharam seu

espaço nas prateleiras dos vinhos dentro da Bota.

 

Especificamente, apresentamos vinhos com base em uvas que habitam os campos lombardos: Nebbiolos feitos quase na Áustria, Trebbiano di Lugana, Barberas e Gropellos do Lago di Garda e pinots frisantes, espumantes e tranquilos do Oltrepò Pavese.

 

O vento frio dos Alpes sempre mostrou-se muito saudável para a grande uva do norte da Itália, a Nebbiolo, que só é bem conhecida quando vem embalada nos nomes Barbaresco e Barolo, mas que tem uma expressão bem mais ampla e popular não apenas naquele canto extremo do Langhe piemontês em torno de Alba e Asti, mas se estende por uma região muito maior com resultados bem satisfatórios.

 

O mesmo se pode dizer aos vinhos do Oltrepò, fornecedora constante de uvas pinot nero a granel para a imponente Franciacorta; e na mesma medida, os vinhos do Lago di Garda, que já andaram sondando o Brasil, particularmente os vinhos cujos nomes Cà Maiol / Provenza já se fizeram notar.

 

O Negresco tirou nota máxima no teste de boca, quando o assunto foi vinho que – se importados para o Brasil – custaria para o consumidor final algo em torno dos R$80,00. A gropello em corte com a sangiovese, a barbera e a marzemina conseguiu arrancar grandes suspiros de admiração, com maturação em madeira francesa por 12 meses e ótima apresentação.

 

Tão importante quanto ele, os grandes espumantes rosé de noir e blanc de noir da Montú, uma das mais importantes produtoras de pinot noir, espumantes pelo método tradicional e grappa de todas as idades. Borbulhas, agulha, coloração, nariz, tudo acima do esperado para produtos feitos em região desconhecida pela grande maioria dos especialistas presentes que beberam boquiabertos aquela delícia toda.

 

No entanto, a percepção de estar descobrindo bons produtos para consumo veio da relação entre o custo e o benefício, porque afinal, vinhos por este preço têm tantos, não é?

 

Quando chegou a hora dos Valtelina, todos pensaram em Sforzato, um vinho feito à moda dos Amarone di Valpolicella, só que com a Nebbiolo. Um vinho super-conceituado na Itália, mas de alta gama, o que não era o foco desta empreitada. Foram apresentados vinhos que mais se assemelhavam a um simpático Langhe Nebbiolo, com um pouco menos de complexidade, mas com passagem por madeira suficiente para não ser tratado como um vinho jovem.

 

Foram dias de muito bom astral para o vinho italiano, que, aliás, vem se dividindo entre o bem e o mal do mercado, em todas as frentes, seja porque os grandes vinhos são grandes e imponentes, seja porque os vinhos de quantidade não param de crescer em volume de exportação. Até vinhos como o Sangue di Giuda, com 100g/l de açúcar foi visto como uma boa alternativa a tantos produtos de qualidade e origem discutível que são ofertados pelo nosso comércio.

 

Mais impressionante neste sentido foi a degustação que fizemos com os vinhos que chegariam ao Brasil por um preço sempre abaixo dos R$50,00. Tanto o Barbera quanto o Croatina (Bonarda) Vivace se deram muito bem, merecendo tudo quanto é elogio de gente como o Didu Russo, useiro entusiasta dos vinhos mais simples, gastronômicos, do dia-a-dia. 





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