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Paul Mas, entre a tradição francesa e a completa inovação

Por Breno Raigorodski

 

 

O sapo arrogante ataca com a liberdade que só um sapo pode ter.

 

Concebido na contramão das amarras francesas, que obrigam o vinho ser assim e assado, mesmo quando seu potencial maior não está nem no assado, nem no assim - Jean Claude Mas, o herdeiro, enólogo e proprietário, com seu braço enólogo direito Guillaume Borrot - transitam muito bem entre muitas uvas locais e outras tantas emprestadas, utilizando técnicas que não agridem a saúde, seja do ambiente seja do consumidor.

 

 

São ao todo – contando com o que chamam de produtores aliados, que plantam sob sua supervisão e vendem o que produzem –  1300ha. plantados, o que não é descartável para um país europeu.

 

 

Agora mesmo plantam mais de 40 uvas, entre as consagradas locais e outras não tão locais, mas igualmente consagradas, como a riesling, a pinot gris e a pinot noir.

 

 

Agora mesmo, uma parte considerável das mais de 5 milhões de garrafas que produz ao ano passa por carvalho americano, impensável para a rigorosa legislação francesa.

 

 

É um dos principais conglomerados produtivos da França, contando com terras que vão do Mediterrâneo total – com seu clima úmido e quente, com seu semi-vale com solo rochoso misturado a terra vermelha – até o montanhoso típico dos Pirineus vizinhos, com um gradiente térmico bem amplo e clássico, permitindo vinhos mais classudos e complexos.

 

 

Suas especialidades, no entanto, são bem típicas, eu diria, por mais que quase abusem da dita liberdade de escolher o melhor terroir para a melhor uva, não apenas no sentido de dar à planta a melhor terra e dar à terra a uva que melhor a ela se adapta, mas também escolher o que o mercado pede.

 

 

Por isso, pela conjunção destas liberdades, seja tão bem sucedido, a ponto de ter atingido o posto de uma das 20 marcas Top of Mind do mundo do vinho, particularmente nos principais países importadores, Inglaterra em primeiro lugar.

 

 

Arrogant Frog, o Sapo Arrogante, é seu carro chefe de venda, uma afirmação de muita irreverência para um francês que é sempre visto como sisudo como um sapo e arrogante... Como um francês pelo resto do mundo!  Jean-Claude Mas na região de Languedoc se destaca pelo lema “vinhos do Velho Mundo com atitude do Novo Mundo”. R$49,99, bom preço.

 

 

Esta capacidade de brincar com sua própria imagem, rendeu extrema simpatia do consumidor inglês, que já gostou do vinho antes mesmo de tirar a rolha. A partir daí, juntando muita eficiência na composição do vinho, fácil de tomar, e em estabelecer preços, o vinho abriu as portas para a empresa que não para de crescer.

 

 

 

Dentre os tantos vinhos que estão no Brasil produzidos pela Paul Mas e importados pela Decanter, dois chamaram atenção especial, principalmente porque mostram uma face delicada e de qualidade extra para uma empresa tão grande e impressionante como esta produtora do sul da França, que prima por vinhos fáceis de beber.

 

 

1.    Domaine Paul Mas - Mas de Mas Picpoul de Pinet, um branco de ótima estrutura e uma uva difícil de se ver assim in movimento solo – a Picpoul, surpreendente, excelente na boca, final longo, traz só boas lembranças e ótima condição de casamento com vários caminhos – patês untuosos como os da Dordogne, ovas em conserva como os de peixe voador, ostras cruas, pescada amarela com molho provençal, carnes escuras de suíno como a porchetta e tantos outros pratos que pedem um vinho com boa estrutura e não só acidez e mineralidade (R$99,80 na Decanter).

 

2. Château Paul Mas Clos des Mûres 2013,  de Coteaux de Languedoc AOC (Herault), é seu vinho de alta gama, mais complexo de todos (o Arrogant Frog Reserva não é nada desprezível, ficou em segundo lugar em matéria de complexidade entre os tintos!), vinho para grandes refeições com taninos potentes mas corretamente dominados, final longo, especiarias e couro na boca, com delicado aroma de frutas vermelhas no nariz: um vinho de 14% de álcool, quase que um Syrah (85%) complementado por Grenache (10%) de videiras velhas, com mais de 30 anos e finalizado com 5% de mouvedre. Para não decidir qual é a melhor nacionalidade para o carvalho, francesa e americana mescladas, 1/3 de primeiro uso, 1/3 de segundo, 1/3 de terceiro (R$131,00 na Decanter)

 

Importação bem inspirada da Decanter.

 





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