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Enoblogs - blogs unidos pelo vinho

Quem tem medo de champanhe e espumantes?

Dicas à prova de esnobes e enochatos. Para ser feliz com as borbulhas sem medo de errar!

 

 

Por Silvia Cintra Franco, dame-chevalier de L'Ordre de Coteaux de Champagne

 

 

Por que não tornar simples o que já é por si prazeroso como espumantes e champanhe? Por isso, sem mais rodeios, V&G dá dicas encontráveis no mercado nacional para enfrentar as festas e a escolha das borbulhas

 

Comecemos pela escolha das borbulhas e depois a etiqueta ou serviço do champanhe.

 

Escolhendo/Presenteando Borbulhas

 

Para impressionar 

  1. amantes de vinho, 
  2. enochatos ou 
  3. bebedores de rótulos. 

 

Esta é uma categoria muito exigente seja por que amam vinhos, ou porque sabem tudo, ou porque - no caso dos esnobes bebedores de rótulos -  não sabem nada, mas inseguros se atém às etiquetas.

 

Na linha de champanhes, selecione grandes champanhes que é para calar qualquer um que pertença a quaisquer umas das categorias acima. Pode ser Cristal (importação da Franco Suissa); Ayala, Pol Roger ou Bollinger (Mistral); Henriot (Vinci); Cuvee Alexandra Laurent-Perrier (Inovini). Os preços começam a partir de R$300. São grandes champanhes!

 

Na linha cavas, opte por Gramona da Casa Flora.

 

Na linha Prosecco, ofereça Carpène Malvolti da Franco Suissa.

 

Na lista de espumantes nacionais, presenteie com Cave Geisse, não tem erro! É prestigiada e respeitada por qualquer enochato, apreciada pelos amantes do vinho e bebida pelos tomadores de rótulo.

 

Na linha Fraciacorta, belo espumante italiano, vá de Cà del Bosco (Mistral) e Ferrari (Decanter). A Ferrari Perlé é especial!

 

Para a sobremesa e pantone vá de Nivole Moscato d'Asti Michele Chiarlo (Zahil).

 

E se faltar elasticidade ao orçamento, presenteie com Crémant de Bourgogne Parigot ou Crémant d'Alsace Dopff au Molin ambos da Mistral. E para panetone, recomendo vivamente o notável Moscatel da catarinense Santa Augusta.

 

 

Para surpreender os amantes de vinho aventureiros que adoram novas experiências.

Esta categoria adora uma novidade com final feliz. 

 

Presenteie com Drappier da Zahil, Taittanger e Cattier da Interfood/Todovino, Gosset da Grand Cru, De Souza, champanhe francês de primeira linha apesar do nome lusitano, da Decanter. 

 

Se quiser surpreender com grande impacto, presenteie com champanhes de pequenos vitivinicultores artesanais dedicados, desconhecidos mas admiráveis: Maxime Blin da Vinea; Franck Bonville e Michel Arnould da Hedoniste. No item espumantes brasileiros vá de Nature Pas Dose Adolfo Lona e Antonio Domenico Salton da Salton ou Villagio Grando Brut 2012, em especial o Villagio Grando Brut Rosé 2012

 

E para o panetone outra vez o Moscatel Santa Augusta de Santa Catarina.

 

Para ser fashion

Vá de Champagne Nicolas Feuillatte da Ravin e Armand de Brignac da Interfood/Todovino.

 

Etiqueta ou Serviço do Espumante

 

Abrindo o champanhe

 

Se você é sommelier, abra o champanhe o mais discretamente possível, sem barulho e sem derramar o vinho para não perder a licença!

 

Se você é Sebastian Vettel ou está à esquerda ou à direita dele no pódio, pode e deve abrir o champanhe com estardalhaço e grande desperdício de vinho, é o que se espera de você!

 

Se você é um feliz e comum mortal, abra seu champanhe conforme as conveniências. Se os comensais aglomerados a sua volta esperam certo estardalhaço, brinde-os com sabrage, passando o gargalo da garrafa no fio do sabre. É lindo, desperdiça uma quantidade grande do precioso liquido, mas vale o espetáculo. Ou, mais prosaicamente, deixe a rolha seguir sua estonteante trajetória (não aponte para ninguém, afinal é dia de festa!) num belo estouro. Mas se houver enochato à volta, atenção!, retire a gaiola e abra com cuidado o champanhe, bem devagar para que nem um suspiro se ouça da rolha!  

 

Servindo o champanhe

Você sempre pode usar um flute, as borbulhas sobem felizes à superfície, um espetáculo interessante.

 

Mas se quiser curtir aromas, faça como os franceses em Champagne, beba numa taça de vinho branco como na foto.

 

Degustando as borbulhas

Se houver enochatos por perto, você pode se referir às borbulhas por "perlage". Fica lindo e é absolutamente correto. 

 

Se sentir aromas de fermento, pode mencionar fermento com todas as letras, pois é um dos componentes mais comuns em bons champanhes. Mas se quiser caprichar, fale "brioche", vai ter muito enochato absolutamente emocionado.

 

Não gire a taça como se faz com os vinhos porque as borbulhas já sobem à superfície desprendendo aromas em camadas tanto mais ricas quanto mais complexo (e lamentavelmente mais caro) o champanhe. 

 

Certifique-se de que as taças ou flutes foram bem enxaguados, porque resíduos de detergente matam as borbulhas (mas fazem um bem enorme no visual de cervejas). 

 

No mais, curta as borbulhas, sabendo que importante mesmo é o momento e a presença das pessoas queridas!

 





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