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Uma década de vinhos excepcionais . Uma Vertical de Ícones do Chile

Patrício Tapia coordenou degustação vertical de ícones chilenos!

 

Por Silvia Cintra Franco

 

Patrício Tapia coordenou e Wines of Chile organizou esta que foi um dos pontos altos da semana passada e que movimentou críticos, enólogos e jornalistas de vinho. O evento aconteceu dia 29 de outubro no Iate Clube de Santos, no bairro de Higienópolis, SP.

 

 

A degustação apresentou 6 rótulos de grandes tintos chilenos com duas safras distantes em média 10 anos.

 

 

Os belos tintos selecionados por Patricio Tapia eram de safras frias para que pudessemos comparar a evolução e também porque vinhos de anos mais frios têm melhor PH e transparecem mais o terroir. 

 

A degustação contou com a presença de alguns dos enólogos dos vinhos apresentados, além da sempre competente e risonha Cecilia “Casa Real Santa Rita” Torres, que na véspera esteve presente na degustação às cegas da Casa do Porto (matéria ao lado).

 

 

O objetivo desta degustação, que não foi às cegas, foi demonstrar que o Chile tem capacidade de fazer vinhos com diversidade e de guarda. E comprovou!

 

Segundo Patricio Tapia sente-se uma evolução de trabalho em vinhedo entre o de início dos anos 2000 e os de uma década depois. Os vinhos mais jovens têm mais fruta e maior força, fruto de um manejo mais moderno e preciso, além da experiência adquirida dos enólogos. 

 

A safra de 2010 foi o ano do terremoto e uma das grandes safras da década junto com a de 2011. E deve ir mais longe do que a de 2002, até porque já tinham mais experiência.

 

 

Nos anos 2000, os enólogos buscavam produzir vinhos de vinhedos estressados (planta-se mais vinhas próximas umas das outras para que lutem entre sip or água e nutrients, daí o estresse) para dar melhor uva, mas agora já se busca o equilíbrio.

 

 

Aproveite e confira no vídeo a breve entrevista que Patricio Tapia nos concedeu falando do lugar do Chile no mapa mundi dos vinhos e da diversidade de terroirs, terruños chilenos.  Não resisti a perguntar-lhe sobre seu costoso hobby de fazer vinhos. Anos atrás em visita à Casa Marin, Mariluz Marin apresentou-me  o syrah em tinaja (vaso de terracotta) de Patricio. Você pode conferir o que ele nos disse sobre o syrah e sobre o malbec que fez agora.

 

 

 

Notas de degustação

 

1) Don Maximiano Founder's Reserve 2010 Errazuriz 

Corte de CS (cabernet sauvignon), carmenere, petit verdot, syrah. 14,5% álcool.

Muita fruta, muito corpo e estrutura. Vinhas velhas. Acidez gastronômica. Mentolado e com álcool a 14,5%. 22 meses em barrica. Ainda bem jovem, mas bem bebível. Este tinto também esteve presente na degustacão às cegas da Casa do Porto (em artigo ao lado)

 

 

2) Don Maximiano Founder's Reserve 2000 Errazuriz !!!+

100% CS, 18 meses em barrica. 14% álcool.

Muita fruta também e mais evolução. Cedro e complexidade, chocolate. Amplo em boca, sedoso, taninos muito finos. Muita elegância. Está muito bom, muito elegante. 

 

 

 

3) Don Melchior 2010 Concha y Toro

Grande clássico do Chile.

CS e 3% Cabernet Franc. 15 meses em barricas francesas. 13,3% álcool. 

Aromas redondos de fruta. Certo mentol. Cedro. Certo dulçor no nariz. Em boca sedoso, estruturado, taninos bem presentes, pedindo tempo para evoluir. Vinhedos em ribera norte do rio Maipo

 

 

4) Don Melchior 1996 Concha y Toro !!!+

CS 100%. Um ano em barricas. 13,4% álcool. 

Notas de couro à medida que evolui na taça. 

Frutas vermelhas, complexidade, evolução, recorda um Bordeaux. Frutas maduras. Bela acidez, finesse, delicado, pronto para beber e para beber já, não se deve guardar mais. Bela estrutura bordalesa. Mais tabaco na evolução, muito cigarro. 

 

5) Casa Real 2010 Santa Rita 

Ribera Sul do rio Maipo no Alto Jahuel. 15 meses em barricas francesas de primeiro uso.

CS 100%. Certa piracina. Fruta fresca, eucalipto. Muito jovem ainda. 

 

 

6) Casa Real  2002 Santa Rita   !!!+

CS 100%. 14,4 álcool. 15 meses em barricas francesas, com mudana de barrica a cada 6 meses para obter a mais fina evolução dos taninos.

Evoluído. Frutado, sedoso em boca. Muita estrutura. Muito jugoso, suculento e de bela acidez. Complexo. Muito elegante, muita finesse. 

 

7) Altair 2010

De Cachapoal. Corte de CS, syrah, carmenere e petit verdot. 10 meses em barricas francesas, 50% novas, 50% de um ano. 14,95% álcool.

Jovem, o mais jovem da mostra, muito herbáceo.. Eucalipto, mentol. Hortelã, fruta vermelha, fruta fresca.  Cedro e madeira. Taninos ainda muito presentes. Ainda muito encorpado, loooonga persistência. 

 

8) Altair 2002 !!!+

CS, carmenere, merlot. Vinhedo Alto Jahuel, De Cachapoal.

14,2% de alcool. 15 meses em barricas novas, pois na época não tinham usadas.

Aromas complexos e terciários. Frutas vermelhas. Aroma envolvente e profundo. Macio em boca, couro,tabaco, mas ainda com taninos aparecendo. Elegante. 

 

9) Lapostolle 2010 Clos Apalta 

Valle Central em Apalta 

Carmenere, CS e merlot. 

Muito frescor e fruta. Cedro. Aroma cativante e envolvente.  Fino e elegante em boca, belos taninos. Estruturado e potente. Chocolate. A carmenere sobressai. Parece mais pronto do que o de 2002. 

 

 

 

10) Lapostolle 2002 Clos Apalta 

15% CS e 85% de carmenere-merlot, porque à época ainda não sabiam que era carmenere (somente há alguns anos que se descobriu que a carmenere não era merlot). 20 meses em barrica. Sem filtração. Engarrafado em 2004.

Bela acidez, muita fruta. Ainda jovem. Certa nota herbácea.  Bastante madeira ainda. Ainda tem muuuuuuito tempo pela frente.

 

 

11) Montes Folly Syrah 2010 !!!

Syrah 100%. 18 meses em carvalho francês. 15,2% álcool. Sem filtração. 18 meses em barricas francesas.

Vinhedo La Finca de Apalta.

Cedro, charuto, tabaco, dulçor no nariz, macio em boca, delicado. Acidez pronunciada.

 

 

 

12) Montes Folly Syrah 2000

Colchagua no Rapel. 14,5% álcool. 18 meses em barricas francesas.Filtragem leve e com processo equilibrado.

Fruta muito madura. Sedoso, fino elegante, estruturado, muito encorpado, Algo licoroso. Ainda jovem. Para guarda.

 

A degustação comprovou não somente a longevidade, mas também a diversidade dos vinhos chilenos.

Uma década de vinhos excepcionais . UmaVertical de Ícones do Chile 
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