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Uma vertical de Peverella, 1ª uva branca a chegar ao Brasil

Por Silvia Cintra Franco

 

A Madame do Vinho, Sonia Denicol, nos convidou para uma vertical de Peverella. 

 

Peverella? Eu também não sabia o que era peverella até chegar ao Bravin, restaurante charmoso da sommelière Daniela Bravin, para participar desta degustação especialíssima, uma vertical de Peverella, a primeira casta branca a chegar ao Brasil com imigrantes – do Tirol, Trento? – provavelmente em finais do século 19. Veio com a bonarda e a sangiovese que não funcionaram.
 

Peverella vem de Pevero que no dialeto Vêneto significa pimenta. Uma pimenta saborosa e de acidez vivaz. Peverella é uma uva moleca, viva e cativante, que virou projeto ousado de um punhado de brasileiros.

 

O projeto resgata 10 anos de história da casta Peverella em uma degustação vertical, organizada por Sonia Denicol, a madame dos grandes vinhos brasileiros.

 

Uma vertical com vinhos autênticos, raros que não existem mais. Mas que ficarão guardados na memória de quem participou.

 

São três brasileiros aí envolvidos: Álvaro Escher, o culpado de tudo, Luiz Henrique Zanini (que faz um espumante Vallontano fantástico já Recomendado em V&G) e Pedro Hermeto (do Aprazível, um restaurante que faz jus ao nome lá no Morro de Santa Teresa, Rio).

 


Álvaro Escher aqui denominado, e por justa causa, o culpado de tudo, porque foi ele quem resgatou e começou em 2002, em Bento Gonçalves, a trabalhar com a peverella em parreiras hoje de 70 a 80 anos. Uma casta em extinção, originária da Europa.

 

Seu primeiro peverella foi o Cave do Ouvidor, que depois evoluiu para Era dos Ventos, agora com a parceria de Luiz Henrique Zanini e Pedro Hermeto. O grupo faz vinho brasileiro com caráter de Velho Mundo. Uma beleza.
 

 

A elaboração

 
O vinho não passa em barricas novas, mas é feito em foudres e barricas velhas. Intervenção mínima , totalmente natural, sem conservantes. Leveduras selvagens. Correm todos os riscos pela aventura de fazer um vinho autêntico.

 

A vertical foi um momento histórico. São vinhos diferentes, anticomerciais, para fugir da mesmice. 

 

Notas de Degustação

Vinhos para connaisseur e iniciados de cabeça aberta.

 

Cave do Ouvidor 2004, muito evoluído, delicado, mel e flores.


Cave do Ouvidor 2005, mais mel e floral, interessantíssimo.


Era dos Ventos 2002, muito sedoso, algo de agulhas, muito interessante, caramelo, evoluído e toques cativantes de oxidação.


Era dos Ventos 2008, aromas de lavanda e longa persistência, mineralidade.


Era dos Ventos 2010, mineral , floral, saboroso. R$175 na Madame do Vinho. Belo vinho!


Era dos Ventos 2011, pêssego, mel no nariz. Na boca, especiarias e mais curto do que o 2010.


Era dos ventos 2012 recém engarrafado, ainda não está pronto.


Era dos Ventos Merlot 2007 não estava na vertical, mas acompanhou a Barriga de Porco com Purê de maçã e Cebola Roxa Grelhada do Bravin.

Aromas complexos de azeitona, couro. Na boca taninos finos, saboroso, diferente. Total fitness, tem estrutura, mas jamais sem perder a ternura. Sofisticado.

 

Parabéns à Sonia Denicol e aos três mosqueteiros que fazem um autêntico vinho de rara beleza!

 

Serviço

Compras com Sônia Denicol no tel. 97135-1013 ou email madamedovinho@terra.com.br

Restaurante Bravin

Rua Mato Grosso, 154 - Consolação

Peverella
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