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Como se faz champanhe pelo método tradicional

 

O champanhe, produzido na Champanhe, é o espumante por excelência. Os demais se chamam espumante, cava, crémant ou sparkling wine. Veja aqui como é feito.

 

 

Por Silvia Cintra Franco

 

Grandes festas se fazem com borbulhas. E assim como há festas e festas, há borbulhas e borbulhas. Portanto, é uma questão de escolha qual borbulha vai com que celebração.

 

O champanhe, produzido na Champanhe, é o espumante por excelência e o único a poder ostentar este nome. Os demais se chamam espumante, cava, crémant ou sparkling wine. Crémant é o espumante feito em outras regiões da França que não a Champanhe.

 

 

O que distingue o champanhe

 

Nos aromas você percebe pão tostado e fermento e as borbulhas são minúsculas e sobem em profusão, numa corrente fina como um fio de cabelo e formam na superfície uma coroa branca de espuma.

 

 

O método champenoise

 

Champanhes são feitos com uvas chardonnay, pinot noir e pinot meunier. Os cavas nasceram na Catalunha, são feitos de uvas típicas: a xarel-lo, parellada e macabeo, e mais recentemente chardonnay. E ambos são feitos pelo método tradicional, ou champenoise, aquele em que se dá um oitavo de volta na garrafa,o método champenoise, inventado pela Viúva, a famosa Veuve Clicquot, e é um método sofisticado e dispendioso. Foram os catalães que inventaram o gyropallete, uma máquina que substitui o giro manual da garrafa no método champenoise e é mais econômico. Confira no vídeo.

 

Os espumantes em geral são feitos pelo método charmat em tanques de inox e não pelo tradicional champenoise. Para manter seus saborosos cavas a preços acessíveis.

 

 

Um oitavo de volta que leva à sofisticação

 

O espumante é, basicamente, um vinho tranquilo no qual se adiciona uma dose de “licor de tiragem” com leveduras, tampa-se com uma tampa igual a de cerveja e se deixa descansar e envelhecer na garrafa sob baixas temperaturas da adega por muitos meses ou anos até.

 

As leveduras são microorganismos que se alimentam do açúcar contido no líquido e liberam álcool e dióxido de carbono, o CO2 que fica preso ao vinho como gás dissolvido. Quando se abre a garrafa, este gás preso explode, transformando-se nas borbulhas tão encantadoras.

 

Ao final deste repouso, é chegado o momento de retirar as leveduras mortas de dentro da garrafa. É aqui que entra o método da Viúva Clicquot. Coloca-se a garrafa numa estante, o pupitre, e gira-se um oitavo de volta a cada dia, de modo a ir inclinando a garrafa e empurrando as leveduras para a tampa. Ao final, mergulha-se o gargalo da garrafa numa solução a -20ºC e retira-se com um abridor a tampa e a pressão interna expele as leveduras.

 

Em seguida, adiciona-se um “licor de expedição”, tampa-se a garrafa e está pronto! O licor de expedição pode trazer além do vinho base mais um tanto de açúcar. Nature é o espumante sem açúcar, extra brut e brut são secos com menos de 15g por litro. Existem também grandes espumantes doces ou demi-sec como Moscato d’Asti ou a Spumante Asti que acompanham às maravilhas panetones e sobremesas à base de frutas.

 

 

Depois disto, as garrafas ficam pelo menos mais um ano na adega para que a bebida ganhe em complexidade. Este tempo de repouso que no caso dos grandes champanhes podem levar mais de ano, agrega aromas e complexidade à bebida, tornando-a especial. Este ano de 2012 as grandes casa de Champagne estão liberando champanhes da safra 2004...

 

A magia do champanhe rosé

 

Os champanhes rosé têm um encanto especial, algo mágico, romântico, um quê de ousado que deriva da sedução de sua cor, da opulência de seus aromas e pelo frescor, por isso é o champanhe preferido para comemorações especiais. A pioneira na produção de champanhes Rosé foi, outra vez, a Viúva Clicquot. Desde 1775 a Maison Clicquot exporta seu champanhe Rosé.

 

Escolha o champanhe ou o espumante para sua festa, mas saiba que o Brasil faz espumantes excelentes, muito superiores aos dos nossos vizinhos. Tintinm e Boas Festas! 





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