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Enoblogs - blogs unidos pelo vinho

Decifra-me ou te devoro: as notas de degustação

Você lê o que os experts falam de um vinho e fica se perguntando o que eles querem dizer com alguns termos como estrutura, complexidade e corpo e outros vocábulos do universo sensorial, mais difíceis de definir.

 

Aqui algumas dicas. E se você se interessar, faça um curso na ABS, onde 90% dos sommeliers, jornalistas e amantes de vinho já passaram aqui no Brasil.

 

Complexidade: os aromas e sabores vão aparecendo como que em etapas ou camadas. E com a comida surgem ainda mais nuances. Um vinho é tanto mais simples quanto mais "linear" em que se percebe apenas um ou dois aromas e sabores. Um humorista poderia brincar dizendo que é complexo tudo o que os enochatos não conseguem descrever...

 

 

Corpo: Tem a ver com o peso do corpo do vinho. Uma boa comparação é leite desnatado  para corpo leve e magro e iogurte para encorpado ou pesado. Açúcar, álcool e taninos cada qual agrega corpo ao vinho. Assim como os componentes aromáticos: pense num chardonnay com madeira em oposição a um sauvignon blanc de maior acidez sem madeira. O primeiro tem mais corpo, enquanto que a acidez do segundo ajuda na sensação de leveza.

 

 

Elegante: o vinho é “magro”, esbelto como um Reynaldo Gianecchini. Mais delicado em contraposição a um levantador de pesos. E sutil como a brisa e não como uma vuvuzela.

 

Equilíbrio: quando todos os componentes estão tão bem integrados que nenhum se sobressai. Nem a madeira atropela a fruta, nem o álcool se sobrepõe, a acidez é agradável. Pura harmonia.

 
Estrutura: a estrutura depende do volume e equilíbrio entre os componentes do vinho (álcool, açúcar, ácidos, taninos, componentes aromáticos). Pense no corpo humano. Componentes macios, suaves são como a pele que envolve nosso corpo. E componentes duros seriam como os ossos. Se o vinho apresenta menos componentes duros, ele é mais redondoluxuriantegordo, carnudo. Se tiver mais ossos do que carne, será firme, duro.
 
 

Final ou persistência: é o tempo em que os aromas e sabores permanecem em boca após engolir ou cuspir o vinho. Os melhores vinhos permanecem vários segundos, mais de 8 em sua boca. Os mais simples são “curtos”.

 

 

Potente: você percebe o vinho como algo musculoso, taninos como músculos avantajados como certos lutadores de boxe.

 

Textura: sensação táctil que se percebe na boca. Açúcar residual, acidez e taninos são atores importantes e se diz que o vinho é sedoso, macio, aveludado ou rústico, dependendo da sensação em boca.

 

A ordem de beber os vinhos. De preferência dos mais leves aos mais pesados. Se você começa pelos mais pesados, este “pesam” e liquidam com a capacidade de nossos sentidos de perceberem a leveza e sutilezas dos leves. Você pode começar também dos mais ácidos aos mais untuosos. 

 

Compre seus vinhos com um olho no que os experts recomendam e com outro no que de fato você gosta. Vinho é subjetividade também. E como não é questão de fé, nem de ética, no vinho você pode ser a medida de todas as coisas!

 





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