http://vinhoegastronomia.com.br/userfiles/93e048c28deae8015adbfe8c96fbefa9.jpg


Promoções

http://vinhoegastronomia.com.br/userfiles/67dd6359d5ca9d6d89ab39f98880b956.jpg








Enoblogs - blogs unidos pelo vinho

Fique esperta! Fique esperto com os Villages de mais idade!

O mercado está fazendo promoção de Villages 2006. Que estavam ótimos em 2009, cuidado!

 

Por Silvia Cintra Franco

 

Abri esta semana de início de novembro/2013, dois Chambolle-Musigny Villages, meu Borgonha predileto, e que aprendi a apreciar lá mesmo, na Borgonha.  Que decepção!

 

Os meus dois Villages de dois reputados produtores eram da safra 2006. E a Wine Spectator em seu calendário de safras declarava: drink or hold! Puxa pensei, vou esperar mais um pouco. Isto no ano passado.

 

Este ano decidi que quem ia beber estes vinhos seria eu e não meus herdeiros. E foi uma decepção só! Puxa, não lembravam em nada os belos Chambolle-Musigny que degustei em Beaune em abril deste ano de 2013! 

 

Os vinhos que abri esta semana (primeira de novembro/13) estavam evoluídos, bons, mas sem aquela textura e charme, elegância e evolução dos Chambolle-Musigny que bebi na Borgonha em abril.

 

Corri para fuçar no Guide de Meuillers Vin 2014 e também nos guias dos britânicos Hugh Johnson e Oz Clarke para ver se havia me enganado quanto aos produtores. As Maison continuavam a ter suas 2 estrelas em 3.

 

E o Chambolle-Musigny Villages 2006, do produtor n.1 tem nada menos do que 90 pontos da Wine Spectator! Só que a WS esclarece: a nota saiu na web em 2009! Com certeza, em 2009 ele devia estar tudo de bom! Assim como os Côte de Beaune-Villages da Maison Louis Jadot 2010 (15 euros), da Maison Joseph Drouhin 2011 (15 euros) ou Maison Albert Bichot 2011 (18,50 euros) aparecem bem indicados na Revue du Vin de France de outubro 2013 como borgonhas bons e baratos.

 

Então onde é que eu errei?

 

Errei ao exigir de um village a evolução de um Premier Cru ou Grand Cru.

 

Village é um vinho superior ao básico, às apelações regionais (no rótulo “Borgonha”), portanto um vinho mais interessante.

 

Um Chambolle-Musigny village será melhor se degustado em dois, três anos. Mais do que isto não vai oferecer o melhor de si. E não vale a pena pagar R$200, R$300 por um village entrado em anos a menos que seja de um produtor excepcional, superlativo! Já um borgonha Grand Cru pode ficar muitos anos repousando em sua adega, e vai valer a pena a grana que você puser nele.

 

Abri hoje (7/11/13) um Chassagne-Montrachet 2011 branco de Olivier Leflaive que trouxe de Massachusetts por US$59. Um Villages sim, mas magnífico, pois de 2011. Portanto, Villages, bebe-se jovem.

 

Outra coisa, cuidado com os as apelações regionais e villages da safra de 2006 que estão sendo desovados no mercado agora em novembro 2013. Eles já perderam muito do caráter.

 

E adquira Borgonha sempre, sempre de um bom produtor porque, na Borgonha para onde viajo todos os anos, as safras são sempre difíceis e a única coisa que garante que o vinho que você comprou é bom é o produtor que fez este vinho. O resto é balela e dinheiro jogado fora.

 

 

Para saber mais sobre Villages, Premier Cru e Grand Cru

As 3 grandes categorias da Borgonha são:

1.     Apelação de vinhos Regionais (básicos e simples, cortes de vários lotes de vinhos feitos de uvas da mesma variedade) e correspondem a 52% de toda a Borgonha;

2.    Apelações Villages ou da aldeia ( feitos exclusivamente de uvas plantadas ali ou ao redor da aldeia) e o nome da village aparece no rótulo e correspondem. 33% de toda Borgonha;

3.    Premier Cru é o menor e melhor definido lugar de todo o vinhedo. O nome do vinhedo aparece no rótulo depois do nome da aldeia e são bem mais caros, são 11% de toda Borgonha;

4.    Grand Cru são os mais caros e apenas 33 vinhedos recebem esta designação e são 2% de todos os vinhedos da Borgonha. Exemplo? La Tâche, Le Montrachet. Geralmente o nome dos vinhedos vem precedido do artigo definido: La Tâche. O nome das aldeias vêm sem o artigo e costumam acrescentar ao nome o nome de seu vinhedo mais importante. Ex.: a village de Chambolle costumava ser apenas Chambolle até que anexou ao seu nome o nome de seu vinhedo mais famoso Le Musigny, assim como Gevrey anexou o nome do vinhedo Le Chambertin e passou a chamar-se Gevrey-Chambertin. Entretanto quando este nome aparece no rótulo de um vinho, ainda é um village.

 

 

 





Sobre o vinho e gastronomia Anúncie Segurança e Privacidade Trabalhe na V&G Comunicar Erros Redes Sociais Fale Conosco