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Enoblogs - blogs unidos pelo vinho

O melhor vinho é o que você gosta!

Por Silvia Cintra Franco

 

 

Beba o que você gosta e não o que os críticos gostam, é o meu mote. Será isto o chamado gosto popular? 

 

Afinal, uma das boas coisas do vinho é de que a sensibilidade do indivíduo pode ser aqui soberana. Você gosta do que gosta. Pode-se perfeitamente não gostar de Chianti com aquela acidez gastronômica fantástica e corpo mais fino e que os críticos (e eu também) louvam tanto. E você pode perfeitamente adorar "harmonizar"  um malbecão com tudo, de peixe e frutos do mar a pipoca, porque para você o Malbec é o alfa e o ômega dos vinhos... 

 

Embora eu tenha feito inúmeros cursos de vinho para poder escrever e apurar minha sensibilidade, WSET, ABS e outros, e tenha todo o arcabouço do que é um bom vinho, creio que porque o vinho não é questão de ética e nem de fé, cada um de nós é livre para seguir sua sensibilidade e seu gosto pessoal. No vinho você pode ser o centro de todas as coisas! Abaixo o enocentrismo e a tirania dos críticos!

 

Opa, lamentavelmente se há alguma coisa da qual você não vai conseguir se livrar é da tirania do gosto dos críticos. E de seus derivados, os bebedores de rótulos, também conhecidos por enochatos.

 

Um exemplo? Um certo crítico americano de nome Robert Parker, grande apreciador de vinhos encorpados, musculosos, de grande concentração de frutas maduras em ponto de geléia e final ligeiramente adocicado. As notas de Parker calcadas no sistema educacional americano (de zero a 100 pontos) simplificavam enormemente a escolha dos americanos, vendiam muito vinho, baixavam instantaneamente os estoques e tornavam saudáveis a contabilidade dos produtores.

 

 Ora, desde então, o mercado oferece em abundância este tipo de vinho e é difícil encontrar algo diferente e se livrar desta programação, pois muitos produtores industriais pensam como programadores de TV de canal aberto: entregamos o que a massa pede, o tal gosto popular. E dá-lhe vinho sem qualidade! 

 

Creio que vinho é, antes de tudo, questão de momento e de respeitar a própria sensibilidade. Beba o que gosta, mas não deixe de se aventurar! Sair em busca de novidades, deixar- se surpreender, ler o que os críticos dizem e depois selecionar dentre eles, - há muitos e para todos os gostos - aquele que melhor vai com a sua sensibilidade.

 

E de qualquer forma saiba que o melhor vinho do mundo é o que você gosta!

 

 E sempre que puder, recorra a um artesão do vinho, para quem mais importante do que fazer dinheiro é fazer vinho bom. 

 

Publicado originalmente na revista Baco.

 





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