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Enoblogs - blogs unidos pelo vinho

Ouro líquido na França ocupada

A senha do dia D era: Philémon precisa de seis garrafas de Sauternes

 

Por Phillipe Germa, sommelier

 

Ontem, dia 6 de junho, foi celebrado o 69º aniversário do desembarque aliado na Normandia (6/6/44).

 

Nesta data, a mensagem codificada: “Philémon precisa de seis garrafas de Sauternes” anunciava a um chefe da resistência francesa que o desembarque estava próximo.

 

Alguns anos antes, em 1940, uma França mal recuperada da Primeira Grande Guerra e da crise era invadida pelo exército alemão que impunha um armistício com multas e apreensão de matérias-primas estratégicas.

 

A França é dividida em duas zonas, e na zona ocupada estão os grandes nomes de regiões como Champagne e Bordeaux.

 

O vinho, símbolo da vida francesa, foi alvo de pilhagens, mas logo o exército se organizou e mandou ao front experts que já haviam trabalhado na França. O vinho era comprado pelo exército e financiado pelo governo de Vichy, estimulando o setor que estava estagnado há alguns anos.

 

Por fazer parte da cultura alemã, o vinho é citado pelo marechal Pétain, chefe do governo, dizendo que “o vinho é quase tão importante quanto a munição do soldado”.

 

Porém, com a virada dos acontecimentos na guerra e o início do declínio do poder bélico alemão, pequenos atos de resistência não armada se intensificam no meio viticultor. Alguns produtores trocam os rótulos de seus grandes vinhos e os põem em vinhos de baixa qualidade. Outros escondem seus melhores vinhos em paredes falsas.

 

Uma curiosidade que data dessa fase é a marcação nas rolhas que era feita para evitar que os vinhos fossem identificados se não tivessem rótulos. Essa época é também o auge da escassez de alimentos e o vinho se torna um produto fundamental na dieta da população.

 

Com a liberação pelos aliados e o fim das hostilidades, o mercado de vinho se abre para o exterior, sendo conhecido e apreciado pelas tropas aliadas.

 

 

 

 

Ouro líquido na França ocupada

A senha do dia D era: Philémon precisa de seis garrafas de Sauternes

 

Por Phillipe Germa, sommelier

 

Ontem, dia 6 de junho, foi celebrado o 69º aniversário do desembarque aliado na Normandia (6/6/44).

 

Nesta data, a mensagem codificada: “Philémon precisa de seis garrafas de Sauternes” anunciava a um chefe da resistência francesa que o desembarque estava próximo.

 

Alguns anos antes, em 1940, uma França mal recuperada da Primeira Grande Guerra e da crise era invadida pelo exército alemão que impunha um armistício com multas e apreensão de matérias-primas estratégicas.

 

A França é dividida em duas zonas, e na zona ocupada estão os grandes nomes de regiões como Champagne e Bordeaux.

 

O vinho, símbolo da vida francesa, foi alvo de pilhagens, mas logo o exército se organizou e mandou ao front experts que já haviam trabalhado na França. O vinho era comprado pelo exército e financiado pelo governo de Vichy, estimulando o setor que estava estagnado há alguns anos.

 

Por fazer parte da cultura alemã, o vinho é citado pelo marechal Pétain, chefe do governo, dizendo que “o vinho é quase tão importante quanto a munição do soldado”.

 

Porém, com a virada dos acontecimentos na guerra e o início do declínio do poder bélico alemão, pequenos atos de resistência não armada se intensificam no meio viticultor. Alguns produtores trocam os rótulos de seus grandes vinhos e os põem em vinhos de baixa qualidade. Outros escondem seus melhores vinhos em paredes falsas.

 

Uma curiosidade que data dessa fase é a marcação nas rolhas que era feita para evitar que os vinhos fossem identificados se não tivessem rótulos. Essa época é também o auge da escassez de alimentos e o vinho se torna um produto fundamental na dieta da população.

 

Com a liberação pelos aliados e o fim das hostilidades, o mercado de vinho se abre para o exterior, sendo conhecido e apreciado pelas tropas aliadas.





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