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Enoblogs - blogs unidos pelo vinho

Por que Bordeaux?

Há séculos os vinhos de Bordeaux são reverenciados como os melhores do mundo. E apesar da entrada dos vinhos do Novo Mundo no cenário mundial, Bordeaux segue um ícone de vinho de qualidade.  

A Mistral convidou oito proprietários ou enólogos de grandes châteaux de Bordeaux para virem ao Brasil – a maioria pela primeira vez. A ideia saiu de uma conversa entre Ciro Lilla da Mistral e Yann Schÿler do Château Kirwan, um “Troisième Grand Cru Classé” da região de Margaux.

A Mistral trouxe 9 deles: De Saint Estèphe vieram os Châteaux Phelan-Segur, Les Ormez de Pez e Cos d’Estournel; de Saint Julien os châteaux Branaire-Ducru, Lagrange, Léoville-Barton e Langoa Barton; de Margaux o château Kirwan e de Pauillac o château Lynch Bages.

Entrevistei Lilian Barton Sartorius que administra com o pai Anthony Barton dois châteaux de grandes vinhos e altíssima pontuação por Robert Parker e pela revista Wine Spectator. Eu já havia me encontrado com ela em 2009 em Nova York. Léoville-Barton, é um super segundo grand cru classé com muito cabernet sauvignon, vinhos elegantes e robustos e LangoaBarton apresenta vinhos fantásticos de boa relação custo qualidade. Provamos o Léoville-Barton 2006 (US$299) e o Langoa Barton 2004 (US$246.5) e este último (2004 foi uma grande safra) me pareceu mais moderno e mais pronto. Na entrevista Lilian Barton revela a diferença entre os vinhos destes dois grandes châteaux. Os métodos de vinificação são iguais, mas os vinhos têm personalidade e características diversas. A maior diferença vem da geografia, estão distantes entre si 5 km, mas vale a pena ouvir o que ela tem a dizer.

Outro entrevista – esta toda em português - foi com Jean-Charles Cazes, filho de Jean Michel Cazes. Trabalhou em São Paulo de 1999 a 2001. Em 2007 assumiu a administração do château Lynch-Bages, implantou uma série de cuidados nos vinhedos e na cantina e já em 2009 recebeu 99 pontos da Wine Spectator. Um case de sucesso! Degustei o Château Lynch-Bages 2005 e fiquei encantada. É um vinho opulento e elegantíssimo. Tem razão a revista francesa La Revue Du Vin de France quando declara que o Château Lynch-Bages é um Quinto que merece ser um Segundo Grand Cru Classé. Pela qualidade e pelo preço (custa US$432,50) se vê a injustiça da classificação de 1855.O Château Cos d’Estournel 2001 é um vinho de aromas complexos, animal e macio. Sem dúvida, um belo Segundo Grand Classé, 55% de cabernet sauvignon e cabernet franc, com aromas mais evoluídos. Custa US$645.50. Valentine Bourrie – representante de Cos na Ásia - falou-medos novos equipamentos e da meticulosa escolha dos frutos, um a um. Cos d’Estournel pertenceu à família Pratz por muitos anos, e recentemente foi vendida a Michel Reybier, um industrial, que está investindo fortemente na vinícola com a sabedoria de manter a família Pratz no comando. Atualmente o enólogo é Jean-Guillaume Prats. Seu segundo vinho Pagodes é um belo vinho com um preço mais acessível.

Bruno Eynard é enólogo do Château Lagrange, um Grand Cru Classé, adquirido pelo grupo japonês Suntory, que também vem investindo pesado. Ali, o empenho está voltado para os detalhes e Bruno revela cuidados como a redução do tamanho das barricas e vats, sendo que cada vat abriga uvas de apenas um vinhedo e a vinificação também se faz por vinhedo. O Château Lagrange 2005 (US$248) é um vinho macio, sedoso, muito concentrado e sem concessões a modismos. Recebeu 93 pontos da Wine Spectator.

Véronique Dausse é a diretora geral do Château Phélan-Ségur e deu-nos uma entrevista interessantíssima. Château Phélan-Ségur 2005 é um vinho bem equilibrado e delicioso por US$132.

Por que Bordeaux?, provoquei e Ciro Lilla respondeu: porque são séculos de pesquisa para descobrir – entre outras coisas - o melhor terreno e solo para a melhor variedade, uma das coisas que fazem os vinhos de Bordeaux excepcionais. São cortes muito estudados em busca de vinhos longevos, complexos, intensos, maravilhosos. Beber um grande châteaux faz parte, com certeza, das cem coisas a fazer antes de morrer.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por que Bordeaux?
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