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Quando a safra conta

Quando a safra conta

 

Silvia Cintra Franco
 
 

Recentemente uma amiga reclamava da dificuldade que é escolher vinhos. Num ano, o vinho está delicioso e no ano seguinte já não é a mesma coisa! Ela se sente frustrada. E certamente não é a única.

 

Você já observou que vinhos vêm com o ano da safra em destaque em seus rótulos. Não é por acaso.

 

Ora, como vinho não é Coca-Cola, mas é feito de fruta, sofre os efeitos das condições climáticas de cada ano ou safra. Há anos melhores e anos piores... Pense num suco de laranja delicioso. Ele é resultado do pomar ou da cozinha?

 

Nós que vivemos na Urbs, em pleno espaço urbano, não fazemos muita ideia de clima. Quando chove, sabemos que o trânsito vai piorar e quando faz calor, quem sabe dá uma piscina ou praia... Entretanto, no campo, sol, chuva, calor etc. são variáveis fundamentais.

 

No passado, a safra contava e muito. Hoje, a resposta é depende.

 

Depende porque os enólogos conseguem corrigir na cantina parte do prejuízo causado pelas intempéries. Em vinhos simples, os chamados básicos ou de entrada, que devem ser bebidos no mesmo ano, a questão da safra não se impõe com a força como se impõe para vinhos de guarda.

 

Vinhos de guarda são aqueles que só fazem melhorar com a passagem do tempo. E o tempo é bom juiz não só para avaliar obras de arte, mas também para destacar a excelência da safra, da fruta e dos vinhos.

 

Vinhos trazem a safra nos rótulos e champanhes, normalmente não, pois são um blend de vinhos de safras diversas de modo a se obter algo que caracterize e identifique a Casa ou Maison que os faz. Champanhes são safrados apenas em grandes safras. São os chamados vintage de que já falamos aqui.


 
Neste carnaval, fugi do calor e vim parar em Park City, Utah. Nos EUA você tem a chance de comprar belos vinhos com menos. Aproveitei para comprar três vinhos - de diferentes safras-  de excelentes vinícolas da celebrada região de Rioja, Espanha. E dois belos pinot noir do Oregon, EUA, também de safras diversas.

 

As safras


Os tintos de Rioja foram: Muga 2007, Marques de Murrieta 2005 e Viña Tondonia 2000 adquiridos numa liquor store de Park City, Utah, EUA. Todas os três provenientes de vinícolas que ainda fazem tintos mais tradicionais. 

 

Em Rioja, a safra de 2000 – que inicialmente parecia muito boa – acabou por se apresentar apenas razoável ou medíocre. A de 2005 foi uma grande safra (não tanto quanto a de 2004) e a de 2007 foi uma safra satisfatória, mas nada excepcional.


Pois os vinhos revelaram ou corresponderam ao que se diz das safras.

 

Viña Tondonia da López Heredia 2000 ainda está inteiro, macio, saboroso e complexo. Está OK, para usar uma expressão americana, já que ainda estou por aqui. Afinal a bodega López Heredia é uma vinícola tradicionalíssima e de grande qualidade, capaz de fazer maravilhas com pouco. 

 

Muga 2007 também está OK, agradável. É relativamente jovem (garrafa de 375ml), mas aparentemente não tem muito a dizer. É aguardar o que o tempo há de revelar.

 

Entretanto, é o Marques de Murrieta 2005 que surpreende e encanta nos aromas e na textura. Absolutamente cativante. Viva a safra 2005!

 

Também adquiri aqui em Park City dois Pinot Noir Domaine Drouhin. Um da safra de 2008 (375ml) e outro da de 2009. Uma degustação vertical pode-se dizer. Para alguns, a safra de 2008 no Oregon vai ser a da década. E efetivamente o vinho está magnífico. A de 2009 foi boa, e o vinho está suculento, encorpado e macio, mas precisa de mais tempo.

 

Portanto, pode-se dizer que a safra conta e muito para vinhos destinados a envelhecer, a ganhar em encanto e graça com o passar dos anos.


 
Vale a pena, então, comprar, guardar e aguardar?

 

A resposta é novamente... depende.

 

Depende se você gosta de vinhos evoluídos, envelhecidos, depende de sua idade e do tempo que está disposto a esperar, depende se você tem uma adega climatizada para manter o vinho em bom estado e, finalmente, depende do quanto pretende desembolsar.

 

Mas de qualquer forma, vale a pena ter consigo a tabela das safras por regiões antes de comprar grandes vinhos e vinhos mais caros.

 

Serviço

Viña Tondonia Lopez Heredia importação da Vinci que tem no catálogo o Tondonia 2001 (uma grande safra 2001) por R$ 189, tel.:11-3130.4500.

Bodegas Muga, na Épice Importação, Tel.: 11 2910 4662.

Marques de Murrieta 2005, na World Wine por R$150, tel. 0800.721.8881.

Pinot Noir Domaine Drouhin Oregon 2008, na Mistral por R$171, tel.: 11.3372.3400

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