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Camigliano: tradição e modernidade sem conflitos

Os amantes da cozinha italiana sabem que o melhor acompanhamento para uma pizza, risoto, pasta ou uma simples bruschetta há de ser sempre um vinho da Bota. São vinhos saborosos e com acidez companheira da comida. Harmonizam com brilhantismo, ressaltam sabores e revelam texturas.

Camigliano é a mais antiga e maior vinícola em Montalcino, a terra da Sangiovese, cepa base do grande vinho da Toscana e da Itália: o Brunello di Montalcino. Sangiovese tira seu nome do deus supremo Jove (em latim): é o sangue do deus, um vinho poderoso e muito saboroso, bebida dos deuses. São 1.100 anos de história, mas apenas no século passado foi resgatada pela família Guezzi e pelo atual proprietário Gualto que ali investiu, modernizou, respeitando o lugar (a cantina é subterrânea para preservar a integridade dos vinhos e da paisagem) e plantou novos vinhedos de sangiovese e também cabernet sauvignon, merlot e vermentino.

As safras se impõem na sangiovese e cada ano é diferente, porque na Itália é proibido manipular o vinho com adição de açúcar (chaptalização) ou osmoze reversa (subtração de açúcar). Daí que numa degustação vertical (de diferentes safras) os vinhos jamais serão iguais. Recentemente a região foi envolvida em escândalo e os Estados Unidos proibiram a importação de brunello até que tudo se esclarecesse. O pivô do escândalo foi a produção de vinhos ditos Brunello di Montalcino que não eram 100% sangiovese, mas batizados com outras cepas. Vinícolas foram punidas e a ordem restabelecida. A Toscana tem 4 DOC: Brunello di Montalcino, Rosso di Montalcino, Moscadello (de sobremesa) e o Sant’Antimo (cabernet sauvignon).

Brunello di Montalcino DOCG 2003 Camigliano é belo brunello, intenso na cor e no nariz ostenta complexidade, frutas escuras, couro, chocolate. No palato é encorpado, seco, com uma acidez pungente (vai fazer a alegria das carnes vermelhas grelhadas, assadas, ensopados e queijos maduros). Seus taninos são macios. Final longo. Um vinho bem estruturado, 14% vol. Os vinhos Brunello passam 5 anos de envelhecimento na cantina e, pelo menos, mais 2 anos em boti. Álcool. R$161 nas lojas especializadas ou na Casa Flora, a importadora da Camigliano.

Brunello di Montalcino Gualto Riserva 2003 Camigliano é ainda mais complexo, mais macio, redondo, repleto de camadas de aromas e surpresas saborosas. Alta acidez, notas de mentol e chocolate. O Gualto Riserva leva o nome do dono e é produzido apenas nas grandes safras de um vinhedo especial. 6 anos de envelhecimento e 3 em boti. São apenas 5 mil garrafas. Um vinho com muita estrutura e complexidade por R$ 261.

O Rosso di Montalcino 2008 DOC é o vinho que agrada o palato e o bolso. Custa R$66, acompanha a culinária italiana, a pizza, a pasta, o risoto e não pesa no bolso. O Rosso di Montalcino também é 100% sangiovese, mas é o irmão menor do Brunello, um irmão mais jovem, pois a diferença entre um e outro é o envelhecimento. O Rosso envelhece em boti, barris de 30 a 170 hectolitros (3 mil a 17 mil litros). É um vinho jovem para ser bebido jovem. A safra de 2008 produziu Rossos de boa acidez e perfume. Frutado, com aromas de frutas vermelhas frescas, baunilha e chocolate. Médio corpo, taninos finos.

Camigliano também faz vinhos modernos. Sant’Antimo Campo ai Mori Cabernet Sauvignon DOC acompanha bem carnes untuosas, massas com molhos encorpados, risotos ai funghi e queijos meia cura. R$84.

Poderuccio IGT é um vinho moderno e alegre de boa relação preço prazer: R$54. Corte de sangiovese, merlot e cabernet sauvignon. Aromas de frutas vermelhas maduras, corpo médio, taninos bem estruturados, boa acidez e equilibrado. Acompanha bem cortes magros de carne, massas leves, pizzas e queijos macios. A degustação da Camigliano contou com a apresentação de Paola Falabretti, diretora da Camigliano, com a organização esmerada de Cristina Neves e a refinadíssima culinária do restaurante Parigi.

Camigliano+tradicao+e+modernidade+sem+conflitos
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Camigliano: tradição e modernidade sem conflitos
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