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Quinta dos Murças, mais uma novidade do Esporão

Portugal pode ser pequeno nos metros quadrados, mas dá de dez a zero no Brasil no quesito hectares de vinhedos e número de regiões vinícolas. Entretanto, duas delas são de longe as mais conhecidas: Alentejo e Douro.

O Douro é hoje o Novo Mundo do Velho Mundo. A frase não é minha, mas faz justiça ao Douro. Se o Douro fosse gente e não terroir, diríamos que está se revitalizando, se reinventando e buscando dentro de si uma nova energia, uma nova persona, uma nova identidade. Pois é disto realmente que se trata. O Douro não é mais só Porto, mas também grandes tintos. O Douro do Novo Mundo tem tecnologia de ponta na cantina e nos vinhedos e ainda zela pelo melhor de sua tradição: lagares de pisa a pé convivem com os de pisa mecânica, os primeiros destinados aos vinhos topo de gama, os segundos aos do dia a dia: simples, corretos, saborosos e de bom preço.  

A evolução ou revolução começou em 1990 quando Sophia Bergqvist da Quinta de la Rosa plantou vinhedos novos para fazer vinhos tintos (antes mesmo dos Douro Boys) com um enólogo australiano. Baverstock não ficou muito tempo no Douro. Desceu a serra e foi para o Alentejo onde se notabilizou por ser um dos principais artífices do aumento substancial de qualidade dos vinhos da região e, em particular, dos vinhos do Esporão, grupo famoso por aliar qualidade a valor, bons vinhos a bons preços.

Após quase 20 anos no Alentejo, David Baverstock volta às encostas do Douro, desta vez por conta dos tintos da Quinta dos Murças, a última novidade da Esporão. Adquirida em 2008 e situada junto à estação de Covelinhos, a Quinta se estende por 3,2 km ao longo da margem direita do rio Douro. São 60 ha com 300 mil videiras de até 80 anos e classificação letra A na sub-região de Cima Corgo entre Peso da Régua e Pinhão. Quinta dos Murças passou por uma intervenção nas vinhas e na adega para melhorar a qualidade do encepamento, permitir a mecanização da área dos vinhedos e recuperar patamares destruídos por ausência de sistema de drenagem. Não satisfeita, reestruturou 20 ha de vinhedos, ali plantando Touriga Nacional, Touriga Francesa, Tinta Francisca, Sousão, Tinto Cão e Trincadeira. “Repaginação” total.

O resultado é de assoviar! Assobio2009 é um tinto saboroso, frutado, cremoso no palato, fácil de gostar e de beber. Corte com Touriga Nacional, cepa de grande finesse, aliada à delicadeza e intensidade da Touriga Franca e à aromática e encorpada Tinta Roriz, três das cepas emblemáticas do Douro.

Quinta dos Murças Reserva 2008 é um tinto nobre, de vinhas velhas de 40 anos, pisa a pé nos lagares de granito, estágio por 12 m em barricas americanas e francesas. Complexo, estruturado, equilibrado e elegante. E estando no Douro, é claro que Esporão produz o Porto Tawny 10 anos, envelhecido em madeira, elegante, denso, equilibrado, perfeito para acompanhar doçaria portuguesa, mas também chocolates e chocolates cremosos como mousse.

São vinhos, como diz David Baverstock, sem excessos de extração ou de madeira. Vinhos feitos para o prazer do momento, da convivência e da refeição. Vinhos com a identidade do Douro, um novo Douro revitalizado, que equilibra energia e elegância, Novo Mundo e Velho Mundo.





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