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Vinhos Planeta: a Sicília ganha o mundo

A Sicília foi, no passado, invadida por diversos povos atraídos pela posição geográfica e a biodiversidade de suas terras. Os gregos trouxeram azeitonas e uvas, como a Grecanico, os romanos trouxeram a Pax e a administração romana e os árabes por ali deixaram fortalezas. Hoje a Sicília faz o caminho inverso, está tomando de assalto o mundo com seus vinhos. E expoente desta saborosa invasão é a Planeta, do clã dos Planetas, sicilianos tradicionais, que amam sua ilha, um pequeno continente como a ela se refere com orgulho e paixão Alessio Planeta, o presidente deste grupo que ainda conta com os irmãos Francesca e Santi. A Planeta já nos é conhecida por conta de seus ótimos La Segreta Rosso (20% merlot, 60% nero d'avola e 20% syrah) e Bianco (R$63) que a Interfood traz, mas foi seu Chardonnay 1994, embarricado e envelhecido, que conquistou notas e prêmios pelo mundo afora e pôs a Sicília definitivamente na rota dos grandes vinhos europeus. É uma vinícola dos anos 80, nova se comparada às centenárias vinícolas do Velho Mundo. Outra característica da Planeta é seu amor pela Sicília. Produzem belos vinhos com uvas francesas (que alguns preferem chamar de internacionais), mas não abrem mão da tipicidade de seu solo e de suas uvas nativas. Hoje Planeta está em cinco pontos do continente siciliano: Sambuca di Sicilia (vinhedos em Ulmo e Maraccoli) responsável pelo famoso Chardonnay 1994 e brancos como o Alastro Bianco 2007 de bela acidez, um corte de 60% grecanico e chardonnay, sendo que 10% passa em carvalho Allier de 225 litros, portanto uma madeira muito moderada. Tem notas de pêssego, melão, um vinho leve e saboroso. Menfi é sua segunda vinícola comvinhedos em Dispensa e Gurra. É de lá que saem os deliciosos La Segreta Rosso e o Rosé. De lá vem o Cometa 2007, um branco de uva Fiano e também seus 10% de Allier. Já levou os 2 bicchieri, 88 pts Robert Parker e 91 da Wine Enthusiast. Equilibrado, elegante, intenso. De Sambuca e de Menfi sai o meu preferido Burdese 2006 (R$ 152), um corte bordalês (70% cabernet sauvignon e cabernet franc) como o próprio nome indica em dialeto siciliano, com seus 3 bicchieri, 88 RP e 88 WS que justificam o preço de R$ 152. Tem um bom corpo, taninos macios, redondo, muito saboroso. Da centenária e reformada Dorilli, em Vittoria, vem o Cerasuolo di Vittoria 2007 (R$98) um vinho de tipicidade bem siciliana, 60% nero d’avola e 40% frappato de aroma característico, com uma medicated cherry (cereja) como dizem os americanos. Um vinho mais difícil, mas como sugere o maestro brasileiro John Neschling a respeito de obras contemporâneas e diferentes que o público tende num primeiro momento a torcer o nariz: experimente mais de uma vez e há de perceber que é bom. Este Cerasuolo vale o esforço. Do Etna, a mais nova das vinícolas: a Castiglione di Sicilia traz o Santa Cecília 2006 (R$ 152), um vinho 100% nero d’avola de terroir vulcânico. 12 meses em barricas francesas de segundo uso para não ofuscar a fruta. Ali estão desenvolvendo um projeto que inclui a nativa carricante e uma porção mínima de riesling. De Noto, vem um fantástico Passito di Noto 2006 (R$142), 100% moscato bianco, com uma saborosa acidez, amarelo ouro, no nariz: mel, damasco seco e aromas florais. Um colheita tardio bem equilibrado em que o álcool e o açúcar estão bem integrados e cada gole tem saborde quero mais. A Interfood é a importadora de Planeta (tel. 2602-7255). Conheça Alessio Planeta e o muito que ele revela nos vídeos.





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