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Cecchi, vinhos com personalidade, identidade e absoluta excelência

Por Breno Raigorodsky

 

Num mesmo mês, apresentamos dois projetos parecidos, ambos nascidos na segunda metade do século XIX, ambos toscanos, participantes do mesmo DOCG Chianti Classico, ambos em processo  de expansão produtivo e comercial: Piccini e Cecchi. 

 

Olhos voltados para os países do futuro, China e Brasil, ambas se posicionam para disputar os mercados em desenvolvimento com suas melhores armas.

 

 

 

Cecchi Morelino di Scansano DOCG 2012

A Cecchi, importada pela La Pastina,  vem com um Morelino di Scansano DOCG que descansa 6 meses em aço e 2 meses em garrafa, seguindo uma tendência moderna de terminar o vinho conservando mais aromas primários, menos presença de terciários, particularmente da madeira.

 

 

É um vinho de fácil apelo, com frutas vermelhas maduras que se oferecem a quem queira aspirá-lo. Na boca, desenvolve-se bem, apresentando um final nem tão redondo assim, mostrando que é vinho moderno, mas que não perde a pegada tânica do Sangiovese escuro (morelino em italiano) que corre por seu líquido em 90%! Jovem, talvez pudesse ser vendido a um preço final mais convidativo – R$85,00

 

 

 

Cecchi Coevo 2009

Vem com seu campeão 3 bichiere da Gambero Rosso, o Coevo, o que lhe dá um pedigree de alto valor de mercado – se for para dar de presente, a certificação da prestigiada revista italiana é um ótimo argumento de escolha. Nem tradicional, nem revolucionário, agrada pela tipicidade supertoscana, com a presença predominante de Sangiovese, mas com forte presença de Petit Verdot, complementado pelos também bordaleses Cabernet Sauvignon e Merlot (50%,30%,10% e 10% respectivamente, invertendo uma ordem de importância nos blends bordoleses, onde o Petit Verdot jamais aparece com algo além dos 5%!). Com 18 meses de barricas francesas e afinamento completo com 12 meses de garrafa. As medalhas e o reconhecimento custam caro, neste caso – R$395,00

 

 

Cechi  Chianti Classico Riserva di Famiglia DOCG 2010

Mas entre os dois, no caminho do meio, está um autêntico e típico exemplar do que há de melhor num Chianti Classico Reserva – o Cechi  Chianti Classico Riserva di Famiglia DOCG

 

É um desses vinhos que fez do chianti um vinho que reúne fãs mundo afora, em todos os continentes, incluindo um improvável Robert Parker, que lhe dá 90 pontos, poucos pontos, muito poucos.

 

Pois este Riserva di Famiglia é um desses raros vinhos que, ao mesmo tempo, mostra sua potência tânica e alcóolica (13,5%) sem deixar muitas pontas de adstringência redondo que é, apesar de ácido, complexo, longo e gastronômico na medida que se espera destes vinhos que lideraram o mercado italiano ao lado dos Grandes “B”, Barolo, Barbaresco e Brunello.

 

No meu entender - mas também no entender de muitos toscanos – é a expressão mais correta de um sangiovese, mais do que seus primos na moda.

 

 

Sua pequena produção por hectare., seus 90% da uva ícone da região, cortada com as uvas autóctones permitidas colorino e canaiolo que diluem um pouco sua força – numa leitura moderna do velho método chamado Governo Toscano - amaciados em 12 meses de madeira em barricas de pequeno tamanho e engarrafados apenas depois de 18 meses da colheita, dão-lhe nobreza e potência, complexidade nos aromas e na boca, elegância e rusticidade ao mesmo tempo. O preço? R$180,00

 

 

Famiglia Cecchi produz anualmente 7.200 garrafas. Importação inspirada da La Pastina.





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