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Piemonte, os vinhos vindos da névoa

Do Piemonte vêm as trufas e os vinhos da névoa, elaborados com a nebbiolo, a uva que leva o nome da névoa que paira nas manhãs de outono desta região ao norte da Itália. A nebbiolo é uma casta de grande qualidade, plantada nas encostas de Langhe ao sul de Alba e atinge sua maior perfeição em Barolo, a sudoeste de Alba, e a leste de Alba.
Barolo é a máxima expressão da nebbiolo, um vinho explosivo muito concentrado, tânico e alcoólico. Demora anos para revelar todos seus aromas e sabores e é um vinho para ser decantado. Mas para entender a potência e adstringência do Barolo, vale começar pelos vinhos mais simples, e nem por isso menos saborosos e elegantes, feitos com a Nebbiolo d’Alba ou Roero, o Barbera.

Também do Piemonte vêm o espumante Moscato d’Asti e o Dolcetto d’Alba. O espumante é elaborado com a moscato, perfeito para sobremesas, panetone e aperitivos. O Dolcetto é um tinto feito com a uva dolcetto, que não é doce apesar do nome, e produz vinhos secos, frescos e jovens para o dia a dia.

Estiveram esta semana em São Paulo dois representantes de grandes nomes desta região: Paolo Coppo, da Coppo, e Mario Cordero, proprietário da Vietti, ambos importados pela Mistral de Ciro Lilla.

Coppo faz hoje Barberas esplêndidos e vigorosos e um exemplo best buy de grande relação preço qualidade é o seu Barbera d’Asti Camp Du Rouss 2006: um tinto frutado, ótima acidez, carvalho bem integrado, elegante e muito equilibrado que levou os 90 pontos de Robert Parker e o “Due Bicchieri” da Gambero Rosso. Vale duas vezes cada centavo dos US$49.90 que custa.
Outro grande Barbera é o da Vietti, Barbera d’Alba Scarrone Vigna Vecchia 2007 proveniente de escassos 6 hectares e 3 mil garrafas, das quais apenas 60 vieram ao Brasil. Mario Cordero nos revelou que sacrificou parte do vinhedo de Barolo, em 1988, para este Barbera Portanto, não há porque se admirar que custe US$139.50. É um vinho generoso que alia elegância e potência, muito equilíbrio e merece os 94 pontos de Parker.

A Coppo vem se destacando como um produtor de superpiemontês, pois trabalha também com as castas francesas chardonnay e cabernet sauvignon para atender – e bem – o mercado internacional. Seu Monteriolo Chardonnay 2006 é complexo, fresco e elegante e deixa grandes chardonnays americanos no chinelo, porque trabalha com maior refinamento o carvalho. Entretanto, moderno e de personalidade própria é seu Alterego Monferrato 2006. Paolo Coppo reuniu com muita felicidade a acidez da Barbera à estrutura da Cabernet Sauvignon: um tinto complexo, intenso e concentrado, fino e persistente. Uma experiência e tanto! US$109.50.

Para os amantes do Barolo, a Vietti oferece um vinho proveniente de um premier cru do Piemonte, o Barolo Rocche 2006, clássico e austero, expressão do terroir e cuja cor e aparência me recordou a elegância de um grande Borgonha com a intensidade e o vigor da Nebbiolo, grande complexidade aromática, taninos finos, acidez gastronômica. Parker deu-lhe 96 pontos e a Gambero Rosso sua “Stella”. Já está pronto, mas suporta guarda de mais 30 anos. US$339.
Para as festas de final de ano, vão aqui duas opções de excelente relação preço qualidade: Moscato d’Asti Moncalvina 2009 Coppo com 5,5% de álcool, fino e delicado, levemente adocicado e perfeito para acompanhar sobremesas a base de frutas por US$39.90. E o Moscato d’Asti Cascinetta DOCG 2009 Vietti, refinado, elegante, vivo e fresco, também 5,5% de álcool e US$44.50.

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