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Vieux Télégraphe agora no Brasil

Por Silvia Cintra Franco e Guto Martinez

 

Ao sul do Rhône se estende a região de Châteauneuf-du-Pape e basta o nome para nos fazer recordar as garrafas com aquele emblema, em relevo, dos papas que por séculos residiram em Avignon.

 

O Rhône é uma apelação de grande prestígio. Ao norte há a Côte Rotie, Condrieu, St-Joseph, Hermitage, Crozes-Hermitage, Côtes du Rhône, para citar as mais conhecidas, e onde a syrah é soberana. Ao sul do Rhône, por sua vez, temos a apelação Châteauneuf-du-Pape, seguida por Côtes de Ventoux, Gigondas e Vacqueyras, para citar as mais prestigiosas. 

 

O sul do Rhône é magnífico em história, cenários pitorescos e vinhas, sendo que em seu coração está Châteauneuf-du-Pape, o ápice em qualidade onde 13 castas de uvas são permitidas, onde reina a grenache, seguida por mourvèdre e syrah, cada qual empresta o seu caráter ao conjunto: cor, robustez, redondeza, perfumes.

 

E foi em Chateauneuf-du-Pape que o sistema de apelação controlada começou em França, com o Baron Le Roy do Châteaux Fortia que estabeleceu em 1923 o que veio a se tornar o sistema nacional de apelações controladas, estabelecendo – entre outras coisas -  que os solos para os vinhos finos de Chateauneuf seriam áridos o suficiente e as variedades de uvas, quantidade, rendimento etc. seriam estritamente controlados e as uvas insatisfatórias seriam eliminadas antes da fermentação. O tempo provou que as medidas propostas pelo Baron eram mais que acertadas, pois tiraram a região da obscuridade para tornar-se uma estrela global no mundo dos vinhos.

 

Modernas técnicas de vinificação trouxeram mais qualidade aos vinhos da região e entre os domaines que adotaram estes métodos e passaram a exibir um padrão de qualidade tão alto quanto os mais altos da França, está o Domaine du Vieux Télégraphe, que a Ravin de Rogério D’Avila passou a importar. O nome do platô onde se localiza este pequeno produtor remete ao Velho Telégrafo de La Crau, da época de Napoleão, e cujo patriarca Hyppolite Brunier utilizou para fundar a sua vinícola em 1899.

 

O Domaine du Vieux Télégraphe está entre os mais finos e elegantes e de maior consistência em qualidade da apelação Chateauneuf-du-Pape. E produz apenas um único vinho, o Chateauneuf-du-Pape Víeux Télégraphe La Crau proveniente de um terroir magnífico, La Crau, um dos mais “quentes” da região e dos mais regulares em qualidade.

 

Ali se pratica agricultura sustentável, rendimentos severamente controlados, com técnicas específicas, como égrappage (desengaço) muito limitada para a grenache e maturação em foudre (barricas enormes em que a madeira não é tão importante como “condimento ou tempero”). São vinhos muito ricos de longuíssima guarda, para dissipar toda a energia ali contida e recuperar a mineralidade deste terroir soberbo.

 

Domaine du Vieux Télégraphe elabora vinhos que sejam a Expressão do Terroir, do solo e da terra de onde vêm. Na região são produzidas 450 mil garrafas ao ano, sendo que o Víeux Télégraphe é responsável por 150 mil ao ano, com um padrão de altíssima qualidade. Colheita selecionada em função de maturidade, vinificação que dura um mês entre maceração e fermentação, seguida por um período de 9 meses em cuba de madeira.  A vinificação se dá com todas as cepas juntas de vinhedos de 60 anos. A fermentação é natural, sem enzimas e com leveduras naturais.
 

 

Leo Borsi, enólogo argentino com passagem pelo Institut de la Vigne et du Vin de Bourgogne e radicado no Rhône, já há seis anos no Domaine du Vieux Télégraphe dos irmãos Brunier esteve conosco em novembro para falar dos seus vinhos. Sem descartar uma certa internacionalização, ele explica que as características de cada vinhedo não foram abandonadas, o que resultou numa maior elegância dos vinhos - e sem abandonar a potência das uvas locais.

 

Além do ícone Chateauneuf-du-Pape Víeux Télégraphe La Crau, a Ravin traz os vinhos do Domaine La Roquête e do Gigondas Domaine Les Pallières, adquiridos pelos irmãos Brunier do Domaine Víeux Télégraphe em 1998 e em 1987 respectivamente.

 

Um vinho que reescreve uma antiga receita para atender, acima de tudo, aos bebedores e apreciadores de um bom vinho!

 

Notas de degustação
 
 
Les Pallières Terrasse du Diable Red 2009
Adquirida em 1998.  

Frescor, elegância.  Este é um Gigondas mais ao norte de Châteauneuf-du-Pape. Ali se fazem vinhos potentes e frescos.
Passagem por 12 meses em foudres e barricas de 6 mil litros.
Aromas de funcho, especiarias, complexidade, bem equilibrado. Elegante.
Perfeito para acompanhar a comida e a conversa com os amigos.
Produção de 25 mil garrafas ao ano.
R$228 na Ravin.


 
Domaine de la Roquette
Comprada em 1987.
 
A Grenache de Châteauneuf-du-Pape vem de solos com muita argila e pedras redondas, as gallets. Está mais abaixo em uma área mais quente. O subsolo é de areia. E a areia faz com que os vinhos sejam mais redondos.
Aromas intensos de frutas maduras, mais concentração, mais potência, frutas vermelhas e negras. Taninos mais potentes e aqui bem agradáveis. Muito elegante. Produção de 50 mil garrafas. R$268 na Ravin.
 
 
 
Chateauneuf-du-Pape Víeux Télégraphe La Crau  2009

Está desde 1800 na família dos irmãos Brunier.
Vem de La Crau onde 150 anos atrás não se podia cultivar nada apenas legumes etc. E nos conta Leo Borsi que então começaram a plantar vinhas. Corte de grenache, mourvedre e syrah.
É um vinho ainda mais concentrado do que o La Roquette.  Complexo, aveludado e suave. Mineral.
Muita concentração e volume de boca por conta da argila e pedra gallet e também porque o vinhedo é de vinhas velhas de 100 a 150 anos. Um grande vinho! R$478 na Ravin.

 

Os vinhos do Domaine du Vieux Télégraphe podem ser adquiridos no site da Ravin: www.ravin.com.br.


 

 

 

Chateauneuf
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