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Enoblogs - blogs unidos pelo vinho

Vinhos da terra de D.Quixote

Por Silvia Cintra Franco

 

Não foi porque estivesse louco que D. Quixote delirava e investia contra os moinhos de vento! Creio que foi por efeito do brutal calor da terra de La Mancha.  Quem já andou por Toledo, que fica na região, sabe disso. E por isso mesmo surpreende a qualidade de seus vinhos, a boa acidez de seus brancos e o frescor dos tintos.


 
Durante muitíssimo tempo La Mancha fez vinhos de baixa qualidade, pois atendia apenas ao mercado local. Além disso, durante séculos – até 1492 –  esteve sob o domínio mouro, que tampouco incentiva o vinho.

 

Enquanto a Nordeste e ao Sul de Espanha, as bodegas cresciam e se multiplicavam em sabor e graça, a terra de Dom Quixote seguia bebendo um vinho simples, transportado em peles animais ou peças de terracota.


 
Pois isto mudou. O tempo do vinho simples e de triste figura já se foi como pudemos comprovar há pouco tempo em evento organizado pela D.O. La Mancha.

 

Produtores antenados com os tempos e trabalhando com tecnologia moderna estão obtendo vinhos saborosos e de preço compensador. Só falta nossos importadores despertarem para a qualidade dos vinhos desta denominação de origem vindos da terra do Cavaleiro Andante da Triste Figura. Hoje triste figura, só mesmo dom Quixote, os vinhos estão fazendo bonito.

 

A destacar o La Cruz Vega Sauvignon Blanc da bodega Bogarve de Manuel Garcia de la Cruz Vega: um branco muito fresco, cativante e saboroso! Para tanto, ele nos revela no vídeo que mantém os vinhedos cobertos com uma espécie de guarda-chuva para protege-los do sol causticante. E faz a colheita entre meia noite e as 8 horas da manhã, enviando as uvas imediatamente para a bodega onde são mantidas resfriadas. Enfim, uma luta. O tinto Syrah tem uma vivacidade deliciosa.

 

Da Allozo, imperdível (quem há de importar?) o Allozo Red Reserva 2005, um vinho magnífico, com aromas de especiarias e 18 meses em carvalho.

 

Uma dica, Artero Merlot Tempranillo 2008 da Bodegas Munõz  importado pela Decanter. Um vinho macio, redondo por R$54 e para os fãs e as fãs da uva macabeo, uma branca de acidez sedutora, sugiro o Artero Macabeo 2010, encorpado, vivo e gostoso (os puristas me perdoem a falta de tecnicidade nesta análise, mas o vinho é mesmo gostoso!). R$37 na Decanter.

 

La Mancha está dando a volta por cima e já não há mais de ser celebrada somente por D.Quixote, mas também pelo frescor e vivacidade delirante de seus vinhos.

 





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