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Benvenuto Brunello 2016

Por Guto Martinez

 

Todos os meses de fevereiro, é realizado na cidade italiana de Montalcino um evento que marca a chegada ao mercado de seu produto mais célebre: o Brunello, primeiro vinho italiano a alcançar o status de DOCG (Denominazione di Origine Controlatta e Garantita) em 1 de julho de 1980.

 

 

Neste ano, a comemoração tem ainda outro motivo: comemora-se os cinquenta anos do Consorzio Brunello di Montalcino, do qual todos os 228 produtores atualmente fazem parte, e que é o responsável pelo controle de qualidade das regras de produção dos vinhos desta que é uma das quatro denominações protegidas da região ( as outras são Rosso di Montalcino, Moscadello di Montalcino e Sant'Antimo).

 

 

O evento é itinerante, ou seja, passa por diversos países, e no dia 27 de junho, foi a vez de São Paulo receber alguns dos exemplares deste grande vinho. Estiveram presentes representantes de diversos produtores, entre eles a Altesino, pioneiro no Brunello de parcela única com seu Montosoli (importada pela Zahil, www.zahil.com.br); a Fattoria dei Barbi, uma das maiores responsáveis pela divulgação da cultura de Montalcino; Tenuta Col D'Orcia, com seus vinhos clássicos mas cheios de personalidade; e produtores menores, como a Sasso di Sole, produtor familiar reinventado nos anos 1970 e que apresentou um Rosso di Montalcino (a denominação "junior" de Brunello) a menos de R$ 100. Outras vinícolas presentes foram a Belpoggio, Brunelli, Camigliano, Caparzo, La Palazzetta, Pian delle Querci e La Magia, estas duas últimas ainda sem importador para o Brasil.

 

 

A comemoração tem motivo: o vinho, que é o italiano mais longevo ao lado do Barolo, passa pelo menos dois anos em barricas de madeira de qualquer tamanho, e mais quatro meses (seis para o Riserva) em garrafa, só podendo ser lançado ao mercado cinco anos após o término do ano de sua colheita, e seis para o Riserva. Isso significa que só neste ano pudemos conhecer alguns exemplares da excelente colheita de 2010, bem como da excelente safra de 2011.

 

 

Somando este longo tempo de espera ao baixo rendimento das vinhas da subvariedade Sangiovese Grosso que é plantada na região, o resultado é praticamente um culto a este que já foi um dos mais raros (e caros) vinhos do mundo, só conhecido por especialistas e pessoas de poder aquisitivo altíssimo.

 

 

A prova permitiu demonstrar que a região de Brunello, cuja produção cresce de maneira moderada há alguns anos, consegue manter a qualidade dos vinhos, e qualquer apreciador hoje pode encontrar um vinho tão exuberante em seus aromas quanto generoso no paladar, e que possui uma longevidade que facilmente ultrapassa uma década após seu lançamento, e que é, definitivamente, um patrimônio do mundo do vinho.

 

Benvenuto a São Paulo, Brunello!





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