http://vinhoegastronomia.com.br/userfiles/93e048c28deae8015adbfe8c96fbefa9.jpg


Promoções

http://vinhoegastronomia.com.br/userfiles/0ebfed7b22d146d4cabdd13b7eb9dafc.jpg








Enoblogs - blogs unidos pelo vinho

Casa Ramos Pinto não é só Porto

 

Por Silvia Cintra Franco

 

Com 132 anos, a Casa Ramos Pinto segue dinâmica, e é conhecida no mundo todo não somente pela qualidade de seus portos como também pela dos vinhos de mesa e seu compromisso na preservação da cultura e herança do Douro.

 

Tudo começou com um jovem artista, em 1880, Adriano Ramos Pinto, que aos 21 anos tratou de elevar a qualidade dos vinhos do Porto e exportá-los para o Brasil e América do Sul. E não tardou por ganhar toda a Europa.

 

Artista, Adriano criou os famosos posters da Ramos Pinto que até hoje decoram as paredes das melhores lojas de vinhos do Porto. Em 1896, Adriano trouxe o irmão para ajuda-lo na companhia e foi Jorge Rosas, bisneto deste irmão, que entrevistamos no vídeo.

 

Pioneirismo no Douro

Desde meados da década de 70 do século passado, antes mesmo que os Douro Boys surgissem, a Casa Ramos Pinto já estava envolvida na modernização da viniviticultura do Douro, na seleção das melhores castas para vinhos tranquilos e do Porto.

 

Em 1974, a Casa Ramos Pinto adquiriu a Quinta de Evramoira, no coração do Vale do Coa no Alto Douro, onde elabora o “oustanding”, notável single vinyard Quinta de Evramoira tinto e também Porto.

 

Por esta época, também iniciaram um projeto pioneiro: plantar diferentes castas para determinar quais eram mais indicadas para a elaboração de vinhos tranquilos, não fortificados como o Porto. Tradicionalmente, no Douro, as castas estão misturadas, é o “field blend”, aproximadamente 48 castas misturadas, amadurecendo cada qual no seu momento... Das 20 castas plantadas em Evramoira, cinco foram selecionadas para o vinho tinto. Daí a importância do projeto, pois com a seleção das castas mais adequadas ao terroir do Douro e a colheita no melhor momento de cada casta, não é de admirar que o single vinyard Quinta de Evramoira seja tão famoso.

 

A Quinta de Evramoira é hoje um centro cultural, além de vinícola, e seus antigos terraços de vinhedos estão protegidos pela UNESCO, como Herança Cultural. Ali foram descobertas peças de arte rupestre de milhares de anos atrás e o museu local apresenta artefatos do século 3 d.C.

 

Além da Quinta de Evramoira, a Ramos Pinto conta no Alto Douro com a Quinta dos Bon Ares, um sítio arqueológico da época dos romanos, adquirido em 1985. Em Cima Corgo, ainda é proprietária de mais duas quintas: Quinta do Bom Retiro comprada em 1919 e a Quinta da Urtiga (1933) com vinhedos de mais de 70 anos.

 

A Ramos Pinto é dona de um grande portfolio de vinhos do Porto e tranquilos ou de mesa. Na linha de vinhos de mesa:

 

1. Duas Quintas: Tinto, o Reserva e o Branco de vinhedos de Evramoira e Bons Ares, à base de Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca. O reserva é predominantemente de Touriga Nacional com algo de Tinta Barroca. E o branco de Viozinho, Rabigato e Arinto.

2.Bon Ares: Tinto com 60% Touriga Nacional e 40% Cabernet Sauvignon e o Branco com Viozinha e Sauvignon Blanc.

 

Atualmente, a Ramos Pinto faz parte do prestigioso Grupo Roederer e sua importação no Brasil a cargo da Franco Suissa





Sobre o vinho e gastronomia Anúncie Segurança e Privacidade Trabalhe na V&G Comunicar Erros Redes Sociais Fale Conosco