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Chablis, a porta de entrada da Borgonha

 

Por Silvia Cintra Franco



Porta de entrada da Borgonha,  Chablis é sinônimo, fora da França, de grande vinho branco seco. Chablis faz vinhos brancos, muito diferentes entre si, embora todos sejam feitos com a mesma uva, a chardonnay e apresentem uma vivacidade e mineralidade excitantes.

 

Chablis é uma pequena vila medieval com achados arqueológicos galo-romanos. Os primeiros escritos que registram a existência da cidade datam do século 9 e já na Idade Média Chablis exportava seu vinho para a Inglaterra.

 

Enquanto que em outros lugares você deve fazer uma reserva para fazer uma visita e pagar pela degustação, em Chablis as portas estão abertas e à sua espera.

 

Principalmente nas manhãs de domingo nas ruas centrais de Chablis, há uma feirinha charmosa, o marché, e as caves estão  abertas para degustação gratuita de vinhos. Chablis é tão miúda que não há necessidade de mapa da cidade. Tão miúda quanto charmosa.

 

Ali você topa com inúmeras caves e cavistas para degustar os vinhos da apelação Chablis: Chablis, Petite Chablis, Chablis Premier Cru e Chablis Grand Cru.
 

Até mesmo os brancos simples, os chamados Villages, sem indicação de terroir ou vinhedo no rótulo, têm qualidade, acidez acentuada e agradável  e muito frescor.



Os Chablis Premier Cru e Grand Cru costumam passar por barrica, o fût de chaîne, e são mais complexos, de uma estrutura cativante, textura macia e acidez agradabilíssima.


 

Chablis conta com mais de 4.500 hectares de vinhedos, um dos mais importantes da Borgonha. Estende-se às margens do rio Serein e se espalha por uma vintena de villages ao redor da “petite ville” de Chablis.

 

O terroir tem predominância de solo calcário e faz grandes vinhos. Seus brancos são límpidos, perfumados, vivos e raçudos.

 

Os Grand Crus vem de climats (pequenas parcelas de terroir com vinhas excepcionais) Blanchot, Bougros, Les Clos, Grenouilles, Preuses, Valmur e Vaudésir. São vinhos carnudos, encorpados  e para guarda. São amplos, longos e de aromas intensos.

 

Não deixe de visitar as caves de Jean-Marc Brocard, Domaine Laroche, Le Monde du Vin de Daniel-Etienne Defaix, Domaine Gouailhardou, William Févre e, principalmente, o único cavista independente: o Caveau De Chablis Wine Cellar, entre as muitas caves de portas abertas.

 

 

Passeios ao redor

A 18 km você tem Noyers Sur Serein uma cidade medieval entre as mais belas da França.
Medieval, quase intacta, e Patrimônio da Humanidade. Fica a 18km de Chablis pela encantadora D965.

 

 

Como chegar

O mais prático é de carro, pois não há estação de trem em Chablis, a mais próxima está em Tonnerre e Auxerre. E a estrada é linda quando você deixa a autoestrada e se embrenha pelas estradas menores e bem cuidadas da região.

 

Do Aeroporto Charles de Gaulle a Chablis são 224 Km se você for pela A5, que sugiro para fugir do enrosco que é circular pelas “marginais” de Paris.

 

GPS é indicado também. Com sorte você aluga um carro médio e eles te dão um Astra Opel como o que eu recebi que faz 100 km com 6,7 litros de diesel. Econômico e extremamente confortável.

 

Hospedagem

Você pode hospedar-se num dos diversos Chambres d'hôtes, uma versão francesa e luxuosa do bed and breakfas ou em um hotel.

 

Eu me hospedei no Hostellerie des Clos de excelente cozinha. É um 3 estrelas encantador a 3 minutos a pé do centro de Chablis.
18, rue Jules-Rathier, 89800 Chablis
Contact@hostellerie-des-Clos.fr

 

Domaine Brocard, 3, route de Chablis 89800, Chablis

Domaine Laroche, 18, rue de Moulins, 89800, Chablis

Locação de bicicletas junto à Oficina de Turismo.

Degustar Chablis no Brasil: Jean-Marc Brocard é importado pela Zahil; La Chablisienne pela Interfood/Todovino, Jean Paul Droin e J.J. Confuron pela Vinci, Louis Jadot e Joseph Drouhin pela Mistral, Jean Durup pela Franco Suissa, Willian Fevre pela Grand Cru. Daniel-Etienne Defaix Domaine Gouailhardou não têm importador no Brasil.

Silvia Cintra Franco viajou às próprias expensas.

Chablis, a porta de entrada da Borgonha
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