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Entrevista com Alvaro Van Zeller

Em rápida passagem por Belo Horizonte, o enólogo Álvaro Van Zeller esteve em evento na Casa Rio Verde para dirigir uma degustação dos vinhos do Porto da Maynards, assinados por ele, e concedeu uma rápida entrevista a Vinho e Gastronomia. Veja quais são seus pensamentos sobre os desdobramentos recentes de algumas das novidades referentes ao vinho do Porto:

 

VeG: O vinho do Porto é uma das grandes instituições do mundo do vinho. É possível inovar, dentro de tanta tradição?

 

AVZ: Sim, o presente tem mostrado que é possível inovar. No início dos anos 70 do século passado foram criadas e regulamentadas as Categorias Especiais de Vinho do Porto LBV, TAWNY COM INDICAÇÃO DE IDADE, COLHEITA. Nos anos 80 surge o BRANCO LEVE SECO. Na primeira década do século XXI nascem o Vinho do Porto ROSÉ e o Vinho do Porto BRANCO COM INDICAÇÃO DE IDADE (10 Anos). Agora, talvez teremos que esperar mais uns anos pelas “Cenas do próximo episódio”!

 

VeG: Os vinhos da família Van Zeller têm recebido muitas premiações. Como são vistos pela casa estes prémios? 

 

AVZ: Estes prémios são muito importantes para nós. É o reconhecimento o nosso trabalho. Há que recordar que a empresa Barão de Vilar iniciou a actividade em 1998. É a mais nova empresa comerciante de Vinho do Porto. Assistiu-se ao surgimento de muitos produtores-engarrafadores no Douro a partir do final da década de 80 mas, empresas comerciantes, a Barão de Vilar é a última empresa criada no setor. Sem dúvida que as "14 gerações” no Vinho do Porto ajudaram na aquisição do estoque. Conhecemos bem a região e os produtores.

 

VeG: Existe vontade de desenvolver mais algum projeto no Brasil, dada a proximidade de sua história com o país? Como vê nossa produção moderna? 

 

AVZ: Agora que a empresa está chegando à "velocidade cruzeiro” e, com o reconhecimento da qualidade, queremos aumentar nossa presença no Brasil. A época é difícil, tanto para o Brasil como para Portugal mas, há épocas fáceis? Quanto à vossa produção, saí do Brasil em 1988 e a vitivinicultura de qualidade estava dando os primeiros passos. Hoje, o panorama é totalmente diferente. Tive a oportunidade de participar numa prova de vinhos brasileiros na Essência do Vinho 2014, no Porto, e fiquei impressionado com a qualidade que encontrei. No entanto, todos os produtores de vinho passam pelo mesmo problema: o reconhecimento! Um dia questionaram a família de um dos 5 Chateaux 1º Grand Cru de Bordeaux sobre como era o negócio do vinho. A resposta foi curta: “O que custa são só os primeiros 250 anos!”.

 

Leia aqui o perfil de Alvaro Van Zeller na nota sobre a degustação ocorrida na Casa Rio Verde, de Belo Horizonte, e conheça o Vinhosite, plataforma de vendas da casa.





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