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Enoblogs - blogs unidos pelo vinho

Mais que uma vinícola: Vivanco!

Por Breno Raigorodsky

 

 

 

 

De vendedor de uva a uma das melhores vinícolas de Rioja. De neto do fundador a um dos mais inquietos enólogos. De comprador de arte a curador e proprietário de um dos melhores museus do mundo. De uma parcela de terra em Briones a 300ha. espalhados por Rioja Alta e Rioja Baixa. Isso tudo em apenas uma geração e meia. Isso é Vivanco, um fenômeno de Rioja, o destino mais importante do turismo de Rioja.

 

 

 

Com rótulos e garrafas desenhadas de modo a lembrar a história das garrafas antes da industrialização, Vivanco mostra a que veio também na seriedade com que trata a uva na cozinha e, particularmente, em seus vinhos.

 

 

 

Com um olhar especial para as uvas autóctones e para um reestudo nos processos tradicionais de vinificação, os vinhos da Vivanco consegue agradar aos críticos gregos e aos consumidores troianos, numa escala de produtos que vão do vinho de entrada rosé, um tempranillo/garnacha de ótima qualidade e bom preço, até os mais elegantes de seus vinhos, como o 4 Varietales, com sua malolática completa em madeira francesa e mais 18 meses de descanso em barricas francesas e americanas.

 

 

 

Estão no Brasil pela importadora WorldWine, uma lista de 09 rótulos Vivanco (11, se considerarmos http://www.worldwine.com.br, onde 2 aparecem indisponíveis), com preços que variam de R$75,90 a R$429,00, todos bons, bem feitos, inovadores, interessantes... Evidentemente, uns mais do que os outros, como sempre.

 

 

 

Dois entre todos se destacam de modo especial, não porque sejam tão superiores aos outros, mas porque apresentam com clareza a especificidade da vinícola:

 

 

Coleccion Vivanco Parcelas de Garnacha 2007

 

 

O que se possa esperar de um vinho que tem a missão de recolocar esta uva da Espanha setentrional num lugar de destaque, posição que perdeu depois da incrível aceitação internacional de sua concorrente, a Tempranillo. 

 

 

 

Parcelas de Garnacha tem poderosos 15,5% de álcool, que surpreendem porque é líquido delicado para tanta potência. Sua complexidade começa no cuidado com a plantação, com os pouquíssimos kg por planta, por um número mínimo de garrafas (menos de 2000). 

 

 

 

A sua fermentação secundária, a malolática, se faz em carvalho francês novo, um luxo que mostra os resultados na boca e no nariz, antes mesmo dos 18 meses de guarda em carvalho em contato com as suas borras lhe dê o caminho definitivo para a complexidade e a elegância, sem se afastar demais de um aroma de compota de frutas vermelhas do bosque. 

 

 

 

Cumpre o que se espera de um vinho de guarda, longo, untuoso, poderoso, mas estranhamente traz consigo um frescor que surpreende e confunde o incauto. R$429,00 - BR – 93,5 pontos (pena que seja tão caro, caso contrário enchia minha adega com ele).

 

 

 

 Coleccion Vivanco Dulce de Invierno 2012 é um desses vinhos que tende a fazer a história e contar que o Rafael Vivanco, o enólogo chefe da família, passou um bom tempo da sua vida em Bordeaux, trabalhando em Sauternes e, como se podia esperar, aprendeu a trazer para casa a paixão de fazer grandes vinhos a partir da nobre podridão (Brotrytis).

 

 

 

Fez sua tradução usando as mesmas 4 uvas do 4 Varietales tinto, o mais aclamado de seus vinhos, tempranillo, garnacha, graciano e mazuelo. Pois bem, o resultado faz chorar de alegria gente da importância de um Peñin.

 

 

 

Naturalmente, porque este vinho começou uma história que não existia em Rioja, mostrando que a técnica de Bordeaux se aplica perfeitamente para outras regiões tão úmidas como as de Graves, desde que os conhecimentos enológicos e as uvas em jogo sejam de qualidade suficientes! R$242,00 a garrafa de 375ml – BR 92 pontos





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