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Ogier: A experiência do Rhône

Por Guto Martinez

 

Poucas regiões do mundo são tão marcantes quanto o Vale do Rhône, com suas paisagens idílicas e pequenas vilas marcadas pela presença romana. Neste cenário, são produzidos vinhos cujas características são tão ricas quanto as histórias da região, e dentre eles, a Ogier se destaca com vinhos muito elegantes e convidativos.

 

 

A Ogier, cuja origem remonta aos descendentes de um general dinamarquês que foi à França  lutar contra os bascos e acabou por se apaixonar pelo Massivo Central, foi fundada em 1859 por Antoine Ogier no coração da região de Châteauneuf-du-Pape, e utiliza até hoje os mesmos subterrâneos escavados para servirem de poço artesiano de sua fundação, uma bela atração turística da vinícola.

 

 

Após 1995, a casa reinventou a forma como seus vinhos são feitos, num exemplo de compreensão com seus funcionários e fornecedores de uvas. A chegada de Didier Couturier, o enólogo da casa até hoje, desenvolveu o plano de maturação que a casa utiliza e que é responsável pelas principais características de seus vinhos: pureza da fruta, frescor e profundidade do paladar.

 

 

Dentro do portfólio da casa estão também os vinhos do Clos de L'Oratoire des Papes, adquirida pela Ogier em 1999 e com uma história que remonta a 1880. Com uma produção limitada a 22 hectares, sendo apenas 1,5 hectare de uvas brancas, as vinhas têm idade média de 50 anos e passam por 10 a 12 meses em madeira, no caso do tinto, e de 4 a 6 meses para o branco.

 

 

A prova dos vinhos da Ogier (Notas de Degustação abaixo) demonstra que este estilo, que se mistura com a própria região do Vale do Rhône, é plenamente atingido em toda a sua linha de brancos e tintos, e começa a mostrar os resultados em algumas das principais publicações do mundo: seu Clos de L'Oratoire des Papes branco 2014 recebeu 90 pontos de Robert Parker, e o Côtes du Rhône Oratorio 2012 (não disponível no Brasil) recebeu 89 pontos da Wine & Spirits Magazine, que ainda o elegeu como um Best Buy.

 

 

A Ogier oferece uma experiência muito agradável a quem prefere vinhos franceses com um caráter mais fresco e frutado, com uma linha que traz tanta alegria ao serem provados quanto um belo passeio pela belíssima região onde são produzidos.

 

 

Notas de Degustação

 

 

Côtes du Rhône Gnetilhomme 2013

 

Branco feito com as variedades Grenache Blanc, Clairette e Bouboulenc, este vinho é predominantemente fresco e floral, com alguma herbacidade e notas aromáticas de frutas brancas (maçã verde, pêra). Tem também um toque mineral muito agradável, que confere bastante vivacidade. Em boca, a acidez é presente e o torna gastronômico, com alguma untuosidade. 

 

 

Châteauneuf-du-Pape Clos de L´Oratoire des Papes Blanc 2013

 

Feito em pequena produção com as uvas Grenache Blanc, Clairette e Roussane, trata-se de uma opção bastante elegante e tem uma personalidade muito convidativa. Se apresenta bastante frutado no nariz, com aromas de maçãs verdes, melão e outras frutas tropicais com uma nota de cera de abelhas, e com paladar de acidez moderada, longa persistência e bastante corpo. Pura elegância!

 

 

Côtes de Ventoux 2014

 

Um vinho de ótima relação custo/benefício, este ótimo segredo do Rhône é feito predominantemente com Grenache, que é "temperada" com a Syrah sem perder a sua sensualidade. Aromas de framboesa com uma nota balsâmica muito agradável, é frutado e com ótima acidez, apresentando taninos bastante refinados e uma boa persistência. Sem dúvida um Best Buy, é um vinho instigante e muito convidativo!

 

 

Côtes du Rhône Gentilhomme 2014

 

Ótimo exemplar de um vinho do Rhône, traduz a expressão frutada do terroir da região. Aromas de framboesas com folhas secas são acompanhadas de um paladar persistente, refinado, com um final também balsâmico.

 

 

Crozes Hermitage Comte de Raybois 2013

 

Opção de vinho elaborado com Syrah, a uva mais "potente" da região. Aromas com mais especiarias, folhas secas e uma nota suave de café, é ainda um vinho gentil em boca, com um frescor evidente. Taninos potentes, mas domados pela maturação de 6 meses em foudres (as grandes barricas de carvalho), foi o vinho "fora da curva" entre todos os provados. Uma versão muito agradável dos Hermitage da Ogier.

 

 

Châteauneuf-du-Pape Reine Jeanne 2013

 

O vinho mais elegante entre os tintos provados, é produzido com as variedades Grenache, Syrah, Mourvèdre e Cinsault e maturado por 10 a 12 meses em foudre. O resultado é um vinho com complexidade nos aromas,  que vão das frutas às especiarias doces (baunilha, cravo), e com uma boca macia e generosa, taninos muito refinados, boa persistência e um final que parece crescer em boca. Um vinho de excelência!

 

 

Os vinhos da Ogier são importados pela Vinci (www.vinci.com.br) e são uma escolha óbvia para quem gosta de vinhos modernos, elegantes e por valores justos. 





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