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Os 22 Anos da Carmenère no Chile

Por Guto Martinez

 

 

Uma uva originária da região de Bordeaux, cuja primeira menção foi feita em 1783, mas cuja história parecia ter tido um fim foi, então, redescoberta pelo ampelógrafo francês Jean Michel Boursiquot num vinhedo chileno em 1994: este é um resumo da história recente da Carmenère, uva que hoje é mais recentemente identificada com o país latino que com qualquer outra região.

 

 

Seus vinhos são constantemente de coloração carmim intenso, de onde possivelmente vem a origem etimológica do seu nome, e possuem alguma variedade aromática de acordo com a maturidade com que a uva é colhida. Aliás, a colheita feita de maneira precoce pode levar a aromas herbáceos dominantes, que tendem a virar frutas vermelhas mais maduras com pimenta preta e até mesmo tomate ao deixar a uva amadurecer por mais tempo.

 

 

Embora hoje a única região cuja área plantada da Carmenère apresente relevância seja o Chile, é possível encontrar algumas centenas de hectares em Bordeaux, e na Itália algumas comunas em Treviso e no Vêneto utilizam a uva, sendo que a região DOC de Piave permite sua utilização em corte.

 

 

Dentre os principais produtores, destaca-se a Viña Carmen, mais antiga e tradicional vinícola do Chile, que foi fundada em 1850 e entrou para a história por ter sido o local da redescoberta da Carmenère. Hoje, é vista como uma das mais importantes também, recebendo 2 a 3 estrelas de Hugh Johnson em seu "Pocket Winebook 2016", bem como detentor de duas estrelas em diversos de seus vinhos no Pocket Wine 2015 de Oz Clarke.

 

 

Em evento realizado em São Paulo organizado pela importadora Mistral, os vinhos da Viña Carmen feitos com a Carmenère demonstram claramente uma progressão de qualidade e versatilidade da uva, cada um com um estilo e com uma sugestão de harmonização tão distintas que são capazes de quebrar paradigmas ao demonstrar caráter que vai do predominantemente frutado ao maduro e evoluído.

 

 

O primeiro vinho provado foi o Carmen Insigne Carmenère 2015, vinho com predominância de frutas vermelhas e cujo frescor denota toda a juventude desse exemplar. Em seguida, passamos ao Carmen Premier Carmenère 2015, que já demonstra aromas de frutas negras com notas de especiarias, mesmo mantendo a vivacidade em boca. A seguir, temos o Carmen Gran Reserva Carmenère 2013, um vinho já com alguma evolução e que mostrou frutas bem maduras com mentol e um fundo de cacau. O próximo vinho foi o Winemaker's Reserve, um dos mais apreciados e detentor de duas estrelas para Oz Clarke, que demonstrou um excelente equilíbrio entre os elementos, com frutas, defumados e especiarias - este exemplar leva 10% de Carignan e 5% de Cabernet Sauvignon para ressaltar as características da Carmenère. Por fim, o comemorativo IIII Lustros, feito apenas a cada cinco anos (ou "lustro") e com colheitas excepcionais, que traz toda a personalidade da uva em seu potencial de frutas, e com um possível potencial de envelhecimento.

 

 

Com tanta variedade, a Carmenère é definitivamente uma protagonista do vinho chileno, e volta a demonstrar relevância no panorama vitivinícola mundial, além de parecer ter voltado para ficar, para a nossa sorte.

 

 

Sobre a Viña Carmen

 

Viña Carmen é a mais tradicional e antiga vinícola do Chile, fundada em 1850 — e entrou para a história também em 1994 como o local onde foi descoberta a uva “Carmenère” no país, um acontecimento de enorme repercussão para o vinho chileno. Os tintos e brancos de Carmen, do mais alto nível, são considerados entre os melhores da América do Sul. Foi indicada oito vezes, nos últimos dez anos, como “Vinícola do Ano” pela revista Wine & Spirits, e também já foi apontada como a “Value Brand of the Year” (a marca de melhor relação qualidade/preço do ano) pela revista.

 

A grande tradição, o espírito inovador e o enorme reconhecimento internacional fazem da Viña Carmen um dos maiores nomes do vinho chileno na atualidade.





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