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Os Brancos da África do Sul ganham complexidade

Por Guto Martinez

 

 

Embora tenha uma história vinícola que remonta aos anos 1680, a África do Sul tem dado sinais que não esgotou seu potencial para produzir vinhos cada vez melhores e mais diversos. Agora, é hora de mostrar que seus brancos podem ser elegantes, complexos e até mesmo únicos.

 

 

Não é para menos: poucos países podem se dar ao luxo de "redescobrir" vinhas velhas, abandonadas, que já tenham mais de oitenta anos de idade, para poder utilizá-las em cortes com uvas novas, resultado de experiências com espécies já conhecidas por aguentar as características peculiares desta região, que possui a geologia mais antiga do mundo do vinho.

 

 

Essas vinhas velhas, predominantemente da Chenin Blanc que já dominou as belíssimas paisagens e ainda hoje representam um quinto do total, foram as responsáveis por acrescentar os aromas frutados às novas vinhas que surgiram principalmente após os anos 90, resultado de experiências que acabaram por indicar que uvas ibéricas encontrariam ali um habitat favorável para a produção.

 

 

Duas dessas variedades, a Palomino e a Verdelho, se mostraram particularmente boas para o clima de invernos úmidos e verões quentes e secos do lado atlântico (que demanda irrigação vigorosa), com a Viognier também ocupando um lugar de destaque, mas a variação de altitude permite a elaboração de um Sauvignon Blanc complexo, como é o Fryer's Cove de Bamboesbay Cove, ou um Chardonnay usado no corte do Rall da Coastal Region ou no Keermont feito em Stellenbosch.

 

 

As novidades ainda não terminaram, pois alguns produtores destinaram pequenas parcelas para o plantio de Marsanne, Riesling e Fernão Pires, variedades que em nada lembram o  atual panorama vinícola da África do Sul. O Blank Bottle produzido em Elgin, por exemplo, se mostra um Riesling off-dry bastante cítrico no nariz que é classificado pela Decanter como um vinho de classe mundial.

 

 

Com uma diversidade tão grande e um apetite por novidade dos produtores que surgiram principalmente após a década de 90, a África do Sul mostra por que pode ser chamado de Novo Mundo, embora tenha uma das mais antigas produções vinícolas que se tem notícia, e promete fazer com que muitas cabeças continuem se virando para Sul, em direção ao Cabo da Boa Esperança.





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