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Qual a melhor taça para o meu vinho?

Na década de 50, um tradicional fabricante austríaco de taças de cristal resolveu mudar a forma como se degusta o vinho, trazendo o foco na bebida e não no recipiente. Ele então criou uma taça ovalada e lisa (ao contrário das rebuscadas e decoradas taças que existiam) e criou o conceito atual de taça de vinho, e é esta a história da Riedel,  produtor de taças e decanteres fundado em 1678.

 

 

Poucos anos depois, são notáveis as evoluções que esta criação já sofreu, com variações no formato, tamanho e beirada da parede, com inúmeras opções ao consumidor - até mesmo uma linha de taças sem haste, outra inovação da Riedel, está disponível ao público.  O resultado dessa atenção à especificidade de cada variedade pode ser notada na coleção Riedel XL, voltada para vinhos mais potentes que surgiram, como os Cabernet Sauvignon chilenos ou os Pinot Noir da Nova Zelândia.

 

 

Diante de tantas opções, é inevitável a pergunta: faz diferença usar uma taça ou outra? A resposta só pode ser obtida ao se fazer uma degustação de diferentes tipos de vinhos com diferentes tipos de taça, e a Riedel, em parceria com a importadora Mistral, promoveram um evento a profissionais, ministrado pelo Vice-Presidente da empresa e acompanhado pelo Cônsul da Áustria, no qual três estilos bem distintos de vinho e seu desempenho olfativo e gustativo em cada exemplar de taça. Acompanhe abaixo como foi feita a degustação:

 

 

Vinhos provados: Boya Pinot Noir, Montes Alpha Syrah e Catena Cabernet Sauvignon

 

 

Taças provadas: a Pinot Noir, com bojo largo, boca mais fechada e com uma ligeira aba, privilegiando o contato inicial com a ponta da língua; a Syrah, de paredes mais fechadas e boca mais estreita, que privilegia o contato com as partes posteriores da língua e permitindo a concentração dos aromas; e a taça de Cabernet Sauvignon, a maior de todas e com paredes mais retas e boca ampla.

 

 

Os resultados de cada taça com cada vinho claramente acompanha a sua indicação inicial, que foram os seguintes:

 

- O Boya Pinot Noir demonstrou que a taça de mesmo nome da uva efetivamente privilegia este tipo de vinho, uma vez que as papilas da ponta da língua, que privilegiam a sensação dos doces, favorecem este tipo de vinho, que possui concentração aromática elevada e  sabores mais delicados. As demais taças acabaram deixando os aromas dispersos para este vinho e o paladar agressivo, com um amargor predominante, já que o vinho vai direto para o fundo da boca.

 

- A taça Syrah se mostrou a mais versátil, tendo sido a favorita ao provar o Montes Alpha Syrah para a maioria, mas não desapontando também quando se provou o Catena Cabernet Sauvignon. Este fato se dá porque se tratam de vinhos potentes com aromas intensos, que ficaram mais concentrados neste tipo de taça - evitando, por exemplo, que o cheiro do álcool se sobreponha aos demais.

 

- A taça de Cabernet Sauvignon, por fim, se mostrou a mais adequada para os tintos de grande complexidade aromática, permitindo a difusão de todos os componentes, e o contato do vinho com toda a língua, em virtude de suas paredes mais retas. Para uma bebida mais refrescante, aliás, é recomendada uma taça com estas características.

 

 

 

Há muito mais tipos de taças, como as polêmicas flûtes muito usadas por espumantes, taças compridas que privilegiam o perlage em detrimento dos aromas, ou as pequenas taças destinadas a vinhos fortificados, que permitem a concentração aromática e a degustação de pequenos goles. Até mesmo o café espresso tem uma linha de taças mais adequada para que todos os seus elementos sejam corretamente apreciados, taças estas desenvolvidas, claro, pela Riedel.

 

A experiência de degustação foi bastante didática para demonstrar, por exemplo, por que muitas pessoas acabam por preferir determinado tipo de vinho, o que deixa outros marcados de forma negativa. Quem nunca ouviu comentários de que o Pinot Noir é aguado, por exemplo, ou que o Syrah é muito forte? Por vezes, esse tipo de comentário surge de uma prova com taças inadequadas.

 

 

Para quem tem o hábito de provar diversos tipos de vinho, é interessante buscar kits de taças para degustação, permitindo extrair dos vinhos o máximo possível. A Mistral oferece o kit Vinum XL da Riedel, com quatro taças, por R$

R$ 592,67, por exemplo. Para quem gosta de vinho mas não quer tanta especialidade, o mais indicado é adquirir uma taça indicada para Bordeaux, já que suas variedades são as mais comuns, e que não vai influir tanto no resultado final.

 

 

Se você realmente gosta de vinhos, não deixe de provar um mesmo vinho em tipos distintos de taças, pois este tipo de exercício certamente fará seu conhecimento e sua compreensão do vinho ter uma nova dimensão, valorizando ainda mais a sua experiência.

 

 

O site da importadora Mistral, onde podem ser encontrados os vinhos e as taças mencionados, é o www.mistral.com.br.





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