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Rocca delle Macìe: Paixão pela Toscana

7 de dezembro de 2015

 

 

Por Guto Martinez

 

 

A Toscana é uma terra que inspira paixão, e seu vinho é tão amplamente reconhecido que é difícil se sobressair. Mesmo assim, a paixão que o cineasta Ítalo Zingarelli transmitiu ao seu filho, Sergio Zingarelli, elevou a produção de vinhos da sua Rocca delle Macìe ao nível de arte.

 

 

Acompanhando um movimento que ocorreu em toda a Itália, este produtor surgido em 1973 fez uma pequena revolução com vista ao retorno às origens, renivelando terrenos para ajustar a insolação e substituindo praticamente todas as uvas internacionais pelas autóctones - a Petit Verdot, por exemplo, deu espaço à Colorino, que cumpre papel semelhante, mas é melhor adaptada ao solo da região - e que entregam maior tipicidade e muito mais refinamento.

 

 

O retorno às origens foi acompanhado de um toque de particularidade: Zingarelli afirma que seus vinhos passam pelo mínimo de madeira necessária para se aperfeiçoarem e adquirir um caráter mais aveludado, uma vez que o foco é sempre na uva, e o melhor que se pode extrair dela no seu terroir.

 

 

O prestigiado guia Vini D'Italia, o Gambero Rosso, destaca o equilíbrio entre a quantidade e a qualidade deste produtor, que embora seja responsável por 4,5 milhões de garrafas anuais, consegue produzir vinhos de excelência absoluta. Não à toa, seu Roccato recebeu tre bicchiere tanto na safra de 2000 quanto da 1999.

 

 

Sergio Zingarelli, que é membro do Conselho de Chianti, explicou ainda que foi um dos maiores responsáveis pela criação da terceira categoria de Chianti Classico, que passou a ter o comum, o Gran Riserva e o Gran Selezione. Para que seja classificado nesta nova categoria, as uvas devem ser todas plantadas pelo próprio produtor, sendo proibido terceirizar qualquer passo da fabricação  (prensa, vinificação, envelhecimento e engarrafamento). A classificação é então feita após a declaração do produtor e por uma rigorosa avaliação da Comissão, o que garante a verdadeira seleção do melhor entre os melhores Chianti Classicos. Hoje, são 90 produtores de Gran Selezione.

 

 

Portanto, embora se trate de um produtor relativamente recente numa das regiões vinícolas cuja história seja mais antiga, a Rocca delle Macìe já deixou sua marca indelével na melhoria da qualidade nos vinhos da região, e o melhor é perceber como são os vinhos de um produtor cuja dedicação levou o Chianti a um novo patamar de qualidade.

 

 

Notas de degustação

 

 

Vermentino Occhio a Vento

 

Em taça, palha claro, brilhante. No nariz, frutos tropicais (kiwi, maracujá, laranja-bahia), mineralidade. Em boca, uma boa acidez acompanhada de um final mineral. Um vinho seco mas com algum açúcar no final. Preço no site: R$ 109,20

 

 

Morellino di Scansano Campomaccione 2014

 

Em taça, rubi com tons violáceos com unha de amadurecimento. No nariz,as frutas vermelhas estão bastante frescas, acompanhadas de notas herbáceas e humus, com um toque balsâmico. Em boca, tem taninos muito finos, bom corpo com boa acidez, mas com um toque bastante aveludado, boa persistência. Preço: R$ 131,10

 

 

Chianti Classico 2013

 

Em taça, rubi com granada. No nariz, a Sangiovese confere alguma fruta, mas os aromas pendem mais para os terrosos e defumados, muito apetitosos. Em boca, taninos bem domados, em bom equilíbrio com seus elementos alcoólicos, com um corpo médio. A tipicidade em boca do Chianti, notadamente gastronômico, é bastante ressaltada. Preço: R$ 144,70

 

 

Chianti Classico Riserva 2011

 

Um vinho que recebeu due bicchiere do Gambero Rosso e 93 pontos de James Sukling, este é uma boa opção para quem tem no Chianti a sua preferência. Em taça, rubi com granada. No nariz, notas mais florais que nos demais Sangiovese, muito mais delicado. Em boca, a acidez está em perfeito equilíbrio com os taninos muito refinados. Boa persistência, final levemente balsâmico, muito bom para acompanhar pratos italianos com menos intensidade.

 

 

Chianti Classico Sant'Alfonso 2012

 

Um cru toscano, da Fattoria di Sant'Alfonso, produzido em solos predominantemente argilosos. Em taça, a coloração rubi-granada é levemente mais violácea que os demais Chianti. O nariz é bastante gentil em frutas vermelhas e flores (violetas), com toques mais discretos de defumado. Na boca, a acidez está um pouco mais domada,e os taninos levemente mais presentes e prolongados, mas ainda aveludados. Um vinho bastante refrescante, que permite ser degustado acompanhado por comida ou não. Preço: R$ 181,20

 

 

Chianti Classico Riserva di Fizzano 2010 !!

 

Pode ser considerado o Gran Riserva da casa, tendo obtido 93 pontos com James Suckling, 92 na Wine Spectator e 90 da Wine Enthusiast. Com 10% de CabSauv e 5% de Merlot, a coloração é mais intensa e violácea. No nariz, possui todo o conjunto da Sangiovese (fritas vermelhas frescas, folha de tomate, manjericão, tabaco, notas terrosas e defumadas), com mais especiarias e frutas levemente confitadas. Em boca, é encorpado e com taninos refinados, com uma boa veia mineral, bastante gastronômico. Excelente para guarda superior a 10 anos. Preço: R$ 260,20 (safra 2009)

 

 

Ser Gioveto 2010 !

 

O Brasil é o maior mercado desse Super Toscano. Uma modernização dos Sangiovese, leva 20% de CabSauv e Merlot, e envelhece em barrica (1/3 madeira nova, 1/3 de 2o uso, 1/3 de 3o uso). Em taça, rubi violáceo com unha de envelhecimento, mais intenso e tinto. No mariz, as frutas já começam a parecer um confitado, o tabaco está mais presente e as especiarias estão um pouco mais doces. Em boca, é um vinho mais encorpado e os taninos vêm em camadas, com bastante gentileza. A acidez é bastante gastronômica,  e o final, bastante prolongado. Preço: R$ 260,20

 

 

Roccato 2009 !

 

O vinho mais caro da casa, e que mais obteve reconhecimento. Corte de 50% Sangiovese e 50% CabSauv, produzidas em mesoclima mais quente e seco, com grande amplitude térmica. É um supertoscano "típico". Em taça, é rubi intenso com unha de amadurecimento. No nariz, as frutas estão bastante maduras, quase passas (amoras negras, ameixa passa), com especiarias doces, alguma herbacidade, couro e cacau, bastante complexo. Em boca, é um vinho bem acessível, com acidez mais domada, embora presente. Taninos aveludados, com boa estrutura e corpo. Mais simples em boca que no nariz. Preço: R$ 375,80 (safra 2008)

 

 

Chianti Classico Gran Selezione 2010 !!!

 

 É perceptível que se trata de um vinho de grande complexidade e que traz muito prazer ao degustar, noção que é corroborada pelos 95 pontos conferidos por James Suckling. Em taça, é rubi-granada com uma intensidade maior que um Chianti típico. No nariz, são notáveis os aromas de violetas, frutas vermelhas bem maduras, algumas especiarias doces e chocolate, com algum tabaco e balsâmico. Em boca, é extremamente elegante, com suavidade e equilíbrio. Tem toda a intensidade da Sangiovese, mas de uma maneira mais gentil, que parece crescer no paladar. É mais encorpado e quente que os demais, sendo bem definido por Sergio Zingarelli como "a elegância concentrada".

 

 

Os vinhos da Rocca delle Macìe chegam ao Brasil pelas competentes mãos da Decanter Vinhos Finos (www.decanter.com.br) e podem ser achados nas lojas do próprio importador.





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