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Vinhos de Didier Dagueneau, ícone e iconoclasta, chegam ao Brasil

 

Casa Flora traz os vinhos raros e fantásticos de Didier Dagueneau

 

Por Silvia Cintra Franco

 

Didier Dagueneau foi um revolucionário, pioneiro na região de Pouilly-sur-Loire.

 

Ícone e iconoclasta, Didier começou em 1982 com menos de 3 acres de vinhedos e quando de sua morte trágica já tinha 27 acres e produzia 7 mil caixas de sauvignon blanc de altíssima qualidade. O Domaine Didier Dagueneau é ainda hoje uma vinícola minúscula que faz vinhos raros e de grande qualidade.

 

Competitivo – de corridas de motocicleta na juventude às de dog sled mais tarde, insistia sempre em mais qualidade a ponto de incomodar os vignerons vizinhos.

 

Confrontacional e determinado a se destacar dos demais, Didier adotou no rótulo de seus vinhos o antigo nome da apelação: Blanc Fumé de Pouilly. Sem formação formal em enologia, Didier Dagueneau passou a usar métodos incomuns no Loire: poda severa para reduzir drasticamente os rendimentos, colheita manual e fermentação em barricas, prática então abandonada na região. Não tardou a conquistar a liderança do Pouilly-Fumé.

 

Didier Dagueneau tinha uma aparência hyppie, como se pode ver na foto, e ideias avançadas para a época: “eu quero ser o melhor”, disse à Wine Spectator em 1995.  “Se você quer ser o melhor, você precisa de métodos e técnicas para chegar lá: suas vinhas têm de ter as melhores uvas, sua vinificação tem de ser a mais rigorosa. Não existe receita. São todos os detalhes da vinicultura e da vinificação , a ‘assemblage’ de pequenas coisas o que faz a diferença entre um bom vinho e uma grande vinho”.   

 

No Domaine Didier Dagueneau os filhos Benjamin, enólogo e Charlotte, comercial,seguem usando leveduras selecionadas e o vinho repousa longamente sur lees em busca da expressão cristalina da sauvignon blanc. Didier morreu num acidente de ultraleve em setembro de 2008 aos 52 anos de idade.

 

Os vinhos do Domaine Didier Dagueneau são brancos cristalinos, raçudos e equilibrados, em especial seu Silex de St-Andelain. Eu estou aqui nos EUA neste momento tentando encontrar um de seus vinhos – caros e raros aqui também – mas nada! São vinhos de altíssima pontuação, para guarda por 10 a 15 anos e decantar no momento de serem degustados.

 

Domaine Didier Dagueneau - Silex 2007

Um vinho ainda vinificado pelo próprio Didier Dagueneau, daí sua especial importância e valor. Levou 94 pontos Wine Spectator e 18/20 de Jancis Robinson. O “avatar” de Robert Parker, Stephen Tanzer, deu-lhe 93 pontos (Parker degusta e pontua pessoalmente os vinhos de Bordeaux e Rhône, as demais regiões estão entregues a paladares e narizes de segundos). A Casa Flora traz esta preciosidade por R$707,94.

 

Os demais Silex das safras 2008, 2009 e 2010  são de vinificação de seu filho Benjamin. A filha Charlotte cuida da parte comercial, ambos filhos do primeiro casamento.

 

Domaine Didier Dagueneau - Pouilly-Fumé Buisson Renard 2007

Outro vinho vinificado pelo próprio Didier, 100% sauvignon blanc de vinhedos de 25 anos. Na Casa Flora por R$588,70. O da safra 2010 já é vinificado por Louis-Benjamin Dagueneau e custa também R$588,70.

 

Domaine Didier Dagueneau – Pur Sang 2008

Este Pur Sang custa R$541 na Casa Flora.

 

Domaine Didier Dagueneau – Blanc Fumé de Pouilly 2007

Certamente outro sauvignon blanc vinificado por Didier. 90 pontos Wine Spectator e R$348,75 na Casa Flora.

 

Domaine Didier Dagueneau – Les Jardins de Babylone Moelleux 2009

 Da região de Jurançon para sobremesa. 100% Petits Manseng (solos argilosos e seixos).

 R$ 804,81 na Casa Flora.

Notas de degustação

Desta vez, V&G não apresenta notas de degustação, pois ainda não pudemos apreciar estas raridades de que tanto fala o mundo dos vinhos.

 

Quer saber mais?

Em 1985 ele produziu o vinho Silex, depois em 1986 o vinho Buisson Renard e em 1987 ampliou a sua gama e criou o vinho Pur Sang.

Em 1989 construiu uma planta de produção super moderna totalmente gravitacional desde a recepção das uvas e com tanques termicamente controlados. Tudo foi estudado cuidadosamente para produzir vinhos de guarda com carácter.

Em 1993 nasceu o vinho Astéroïde, com a difícil Sauvignon Blanc, ele conseguiu com sucesso resgatar o estilo original dessa cepa.

Em 1994 ele restaurou uma pequena propriedade no topo da colina de Saint-Andelain, e cujo cultivo era auxiliado por tração animal (cavalos), quatro anos mais tarde surge o vinho Clos Du Calvaire.

Em 2002 recuperou e replantou uma pequena parcela em Sancerre aos pés dos montes Damnés um terreno muito inclinado. Adquiriram uma pequena propriedade em Jurançon no sudoeste da França que batizaram de Les Jardins de Babylone: 3 hectares de uva Petit Manseng, plantadas em terraços com exposição sul. O objetivo é de produzir os melhores vinhos moelleux (macios e adocicados) da França.

Em 2004 criou o vinho Blanc Fumé de Pouilly.

Em 2008 morre em um trágico acidente aéreo a 10 dias da colheita. Os seus filhos agora cuidam do negócio: 12 hectares em Pouilly e 3 hectares em Jurançon. Charlotte é a diretora comercial e de exportação e Louis-Benjamin é o enólogo-chefe. Eles trabalham com a mesma filosofia de seu pai: produzir grandes vinhos de guarda e mostrar os diferentes terroirs e safras com um grande respeito ao meio ambiente e seu entorno. Todos os vinhos são trabalhados da mesma maneira, somente o terroir que os diferencia.

A empresa emprega uma pessoa por hectare, o máximo de trabalho é feito manualmente todos os dias durante o ano. Os solos são manejados sem o uso de herbicidas e as colheitas são feitas exclusivamente a mão, por várias passagens para garantir uma maturação ótima das uvas.





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