http://vinhoegastronomia.com.br/userfiles/93e048c28deae8015adbfe8c96fbefa9.jpg


Promoções

http://vinhoegastronomia.com.br/userfiles/0ebfed7b22d146d4cabdd13b7eb9dafc.jpg








Enoblogs - blogs unidos pelo vinho

Wines of Chile 2016: Edição de Inverno

Por Guto Martinez

 

O Chile se tornou o maior exportador de vinhos para o mercado brasileiro, já tendo alcançado a impressionante marca de 45%, mas isso não significa que está satisfeito. Por isso, a Wines of Chile 2016 realizada na cidade de São Paulo pela ProChile apresentou o que o país tem de melhor no ramo vinícola, tanto os clássicos quanto suas novidades.

 

 

O Chile é muito conhecido na competência com que vem mostrando na produção de uvas já consolidadas em sua produção, caso das brancas Sauvignon Blanc, produzida em 14 mil hectares do total de 128 mil do país, e das tintas Cabernet Sauvignon, que ocupa mais de 41.500 hectares, e da Carmenère, com mais de 10 mil hectares - esta segunda, produzida quase exclusivamente em território chileno, é mais reconhecida com o país latino que com sua região original, onde perdeu seu espaço.

 

 

Alguns exemplos são o Outer Limits Sauvignon Blanc da da vinícola Montes, que apresenta excelente equilíbrio entre os elementos tropicais e minerais do paladar; o já clássico Casa Real Cabernet Savignon, da Santa Rita, com uma elegância típica de um grande vinho; ou o Single Vineyard Carmenère 2014 da Siegel Family Wines, feito com uvas maduras e paladar muito agradável. Ou mesmo o Silencio, da Cono Sur, vinho feito de vinhas velhas (de 20 a 50 anos de idade) cuja edição 2011 alcançou a maior classificação do Guia Descorchados 2016.

 

 

Mas mesmo com todo o reconhecimento do mundo no que já produz, o Chile não dá mostras de cansaço, e começa a investir na produção de outras cepas, utilizadas no corte ou na produção de varietais incomuns. Uma uva típica na produção de Bordeaux e responsável por conceder frescor e vivacidade aos vinhos, a Petit Verdot começa a mostrar bons resultados: é o caso do Memorias 2013, da Viña El Principal, um vinho que leva ainda Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Syrah para elevar seus aromas e paladares a um nível de potência e estrutura notáveis, sem perder o prazer e elegância.

 

 

Outros bons exemplos de novidades que se destacaram foram o Morandé Creole, feito da variedade Cinsault, e cuja vivacidade e frescor remeteram a um Beaujolais jovem, ou o Cool Coast Pinot Noir 2014, da Casa Silva, que parece quebrar a distinção de "velho mundo, novo mundo" que alguns tentam impingir nesta variedade, ao trazer elementos que transitam entre a intensidade da fruta e os aromas de bosque e terra úmida típicos dos grandes vinhos.

 

 

Não apenas na variedade da produção se encontra a busca chilena por novidades: a agricultura orgânica, por exemplo, vai ganhando espaço e notoriedade, com grandes vinícolas e pequenos produtores se adaptando cada vez mais aos conceitos de produção que respeitam a natureza, de acordo com princípios determinados por órgãos certificadores de diversas regiões.

 

A apresentação dos vinhos foi feita em Masterclass na presença de representantes de algumas das principais vinícolas chilenas, tais como Montes, Ventisquero, Errazuriz, Emiliano, Morandé, Casa Silva, Siegel, San Pedro,El Principal, Santa Rita e Cono Sur, e participou ainda o sommelier chileno Marcelo Pino, que foi eleito o melhor de seu país em 2011 e 2014, além de estar no seleto grupo de um dos 5 melhores sommeliers do mundo.

 

 

Com tantas conquistas, o Chile mostra sua grande ambição: ser um dos principais fornecedores de vinhos de alta qualidade do mundo, oferecendo variedades que supram todos os gostos e a preços competitivos, brigando ombro a ombro com os produtores mais tradicionais. Para nossa sorte, estamos na rota dessas ambições, e podemos contar com o que eles têm oferecido de melhor. 





Sobre o vinho e gastronomia Anúncie Segurança e Privacidade Trabalhe na V&G Comunicar Erros Redes Sociais Fale Conosco