http://vinhoegastronomia.com.br/userfiles/93e048c28deae8015adbfe8c96fbefa9.jpg


Promoções

http://vinhoegastronomia.com.br/userfiles/0ebfed7b22d146d4cabdd13b7eb9dafc.jpg








Enoblogs - blogs unidos pelo vinho

Casa Silva, vinhos de terroir

Por Silvia Cintra Franco

 

Alguns meses atrás um amigo me chama pelo celular: "preciso levar uma dúzia de vinhos para uma festa e estou aqui na Galeria dos Pães para levar já. Tem de ser bom e barato". Bom e barato são dois adjetivos que não costumam andar juntos no mundo do vinho. Portanto, respondo: "vai me dizendo o nome do produtor de vinhos". E aí começou a ladainha de nomes até que meu amigo fala : Casa Silva. "Pode levar!Não precisa falar mais nada", respondi.

 

Minha certeza de que indicava vinhos baratos sim, mas corretos e bons era a certeza de que na Casa Silva o homem que responde pela qualidade deles é Mario Geisse, o chileno que implantou o espumante no Brasil e que elaborou um espumante brasileiro, o Cave Geisse 1998, que recebeu de Jancis Robinson 18,5 (em 20). Uma façanha a ser celebrada.

 

Geisse é um homem carismático, enólogo de convicções e fala contundente. Para ele, "há que ter filosofia para produzir vinhos de qualidade superior", e a filosofia é a da elegância ("elegância tem a ver com o sutil, o não evidente") e a do processo natural (sem químicas).

 

Os vinhos se fazem no vinhedo, sabemos todos, mas quando a qualidade da fruta não é boa, os enólogos se socorrem da química e da madeira. Falta acidez? Dá-lha ácido tartárico. Falta aroma à fruta? Dá-lhe barrica de carvalho. E assim vai.

 

Mário Geisse passa a maior parte do tempo nos vinhedos. Não acredita em química para vinhos, mas em processos físicos. O aroma tem de ser um produto natural (e não como resultado de uma química que se põe no vinho para acrescentar aromas artificiais).

 

Casa Silva está localizada em Colchagua, "o berço da carmenere" como diz Mario Geisse. Por isso, aí vai a dica se você é fã de carmenere: confira se o rótulo informa que a região é Colchagua. Eu jamais fui grande fã da carmenere até dois dias atrás quando entramos em Colchagua e me dei conta de que existe carmenere e carmenere. Creiam-me, da carmenere de Colchagua virei fã de carteirinha.

 

A destacar Casa Silva Carmenere Reserva 2010, um vinho "de garrafa vazia" como diz Mario Geisse e eu digo que é dos que descem fácil e redondo. Aromas de frutas vermelhas, especiarias, chocolate, tabaco, pimenta. Na boca, ele se expande, macio, cativante, e o sabor persiste longamente. Não tem excesso de corpo, é muito agradável. E elegante.

 

Para quem ama vinhos mais concentrados e potentes: Casa Silva Carmenere Los Lingues Gran Reserva 2009. Um vinho que acompanha bem carne. Bem mais caro, mas muito bom é o Microterroir De Los Lingues Carmenere 2007.

 

Enfim, esta é a dica, carmenere de Colchagua e vinho barato, mas correto, da Casa Silvia

 

 





Sobre o vinho e gastronomia Anúncie Segurança e Privacidade Trabalhe na V&G Comunicar Erros Redes Sociais Fale Conosco