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Enoblogs - blogs unidos pelo vinho

Quantum, tão atraente e transparente quanto o céu da África do Sul

Silvia Cintra Franco

 

Sob o céu luminoso e transparente da África do Sul se fazem também vinhos bons, baratos e com muita transparência.

 

Na vinícola do Quantum - um vinho saboroso e honesto a R$33 nos supermercados  - ninguém cobre o sol com a peneira ou diz que usa barril de primeiro uso quando usa chips.

 

De modo geral, as vinícolas que produzem vinhos prazerosos,  bons e baratos, como o Quantum, se sentem envergonhadas em admitir algumas práticas para obter vinhos bons e a baixo preço.

 

As práticas são legais, estão corretas, mas poucas têm a coragem de admitir. Não é o caso da Du Toitskloof Winery em Western Cape, aqui próximo a Cape Town, que faz questão de mostrar como faz seus vinhos. Por isso, os vinhos Quantum além de saborosos, baratos e corretos, são vinhos honestos

 

 

Como fazer vinho bom e barato ou A pergunta que não quer calar

 

Todas as vezes que entrevisto enólogos que fazem vinhos bons e baratos, não resisto à pergunta que não quer calar: vocês usam chips de madeira? Chips de carvalho estão para os barris de carvalho como sachês de erva doce estão para um buquê de erva doce dentro do seu chá. A resposta invariavelmente é não. Mas sabe-se que não é possível fazer um vinho  barato usando barris de carvalho, que custam muito caro.

 

Os vinhos Quantum são feitos na Du Toitskloof Winery, uma cooperativa de 50 anos de idade e 22 membros. O mantra deles é: "do vinhedo à garrafa com o mínimo de interferência; qualidade acima do preço; fruta acima do carvalho".

 

Os caminhões chegam das vinhas dos cooperados e são pesados e amostras das uvas são imediatamente colhidas para exame imediato em um pequeno laboratório junto à balança. Ali já se medem o grau de açúcar e de acidez do vinho entre outras coisas. E de lá já passam para as desengaçadeiras, máquinas que retiram folhas e os cabinhos dos cachos de modo que fique apenas o bago da uva.

 

Neste momento, a primeira surpresa. Ali junto da caçamba que joga os cachos na desengaçadeira já estão dispostas sacas de chips de carvalho americano e de ácido tartárico (usado para corrigir a acidez). E ninguém esconde aquelas sacas. Tudo se faz em plena luz dos luminosos dias desta África corajosa.

 

Degustamos os vinhos Quantum. O Pinotage está bem feito, bom corpo e saboroso. O Sauvignon Blanc é refrescante, próprio para os dias de calor e o Pinotage-Merlot-Ruby Cabernet é frutado com frutas negras e vermelhas. R$33 nas lojas e supermercados. Eles também fazem um Nebbiolo muito bom. O primeiro Nebbiolo que tomo na vida que é barato. É torcer para que a Ravin traga ao Brasil.

 

Enfim, é um prazer beber vinhos corretos e honestos que cabem no bolso e agradam ao paladar. Uma alegria!

 

 

 

Quantum, tão transparente quanto o céu da África do Sul
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