http://vinhoegastronomia.com.br/userfiles/93e048c28deae8015adbfe8c96fbefa9.jpg


Promoções

http://vinhoegastronomia.com.br/userfiles/0ebfed7b22d146d4cabdd13b7eb9dafc.jpg








Enoblogs - blogs unidos pelo vinho

Salta enoturismo e vinhos de altitude

A província argentina de Salta tem vinho e cenários para enoturista algum botar defeito: é a terra dos vinhedos de altitude e da torrontés, uma cepa perfumada que dá fantásticos brancos secos, frescos, vivos e saborosos. Seus tintos têm uma bela acidez e corpo: a malbec reluz em vôos solos ou em cortes deliciosos com cabernet sauvignon, merlot ou tannat. Mas Salta não se reduz a vinhedos: seus morros se abrem em “quebradas” de elevações maciças rasgadas pelos ventos. E ainda por cima, o câmbio nos é favorável e os preços bem razoáveis.

Neste carnaval embarquei de carona na enoecoviagem de duas amigas queridas, Reghi e Lygia Carvalho, amantes do vinho e do trekking. Eu que bebo, mas não sou do trekking, cavalguei por horas em resistentes e confortáveis cavalos criollos e peruanos. E logo na chegada, soubemos que nos antecedemos em 10 dias à chegada de Angelo Gaja e Matt Kramer, colaborador da Wine Spectator. Desconheço a finalidade da viagem, mas espero que eles, como nós três, viagem muito além da cidade de Salta, capital, e visitem as imperdíveis Cafayate e Colomé com uma paradinha para almoçar em Payogasta. Ali no restaurante do charmoso hotel Sala de Payogasta a refeição é saborosa e pode ser acompanhada por um bom tinto de Payogasta que Alejandro Alonso produz. Payogasta oferece ecotrack: travessias em cuatriciclo pelos Altos Valles Calchaquíes a 4.900 m de altitude.

Viñas de Payogasta do Alto Valle Calchaquí compartilha com Colomé o fato de terem os vinhedos mais altos do mundo. Os de Payogasta têm apenas 7 anos e cepas provenientes do viveiro francês de Mercier. Estão na quinta vinificação de vinhos orgânicos, sem madeira com muita cor e corpo; fazem bonito ao lado das refeições à base de cabrito, cordeiro e queijo de cabra de produção própria.

Em Colomé a 2.300m de altitude está a bodega Colomé com seus vinhedos, alguns pré-filoxera. É a bodega mais antiga da Argentina (aguarde matéria específica). Em Cafayate está a celebrada San Pedro de Yacochuya e a desconhecida e muito boa bodega José L. Mournier. Ambas recebem para almoço (reserve antes) e visita à bodega.

Em San Pedro de Yacochuya, almoça-se na residência de Hebe e Arnaldo Etchart (outra matéria especial): uma refeição para enogourmets, regada pelos excelentes vinhos da bodega e pela amável vivacidade da nora Cecília Etchart.

Outro almoço igualmente imperdível, encantador em sua simplicidade, é o de Las Nubias, onde se encontra a pequenina bodega José L. Mournier com vinhos de El Divisadero Alto Valle de Cafayate. Seu torrontés não passa por clarificação e é delicioso, assim como o malbec jovem e fresco de taninos prontos que ali bebi. Aproveite para trazer algumas garrafas, pois como diz Lygia Carvalho, desde 2004 não se vêem mais por aqui.

Visite a Estancia Bodega Colomé. A pousada é linda e muitíssimo confortável. Você pode se hospedar na própria estância ou em Molinos, próxima a Colomé, e almoçar no restaurante da Bodega. É refeição para enogourmets com a exclusividade de degustar o Viño Misterioso e o Shiraz, produzidos ali e que não estão à venda fora da vinícola. O Viño Misterioso rendeu uma boa discussão entre nós: para Lygia Carvalho, cujo conhecimento de vinhos é respeitável, trata-se de sauvignon blanc; a meu entender ali também se encontra sémillon e Reghi sentiu chardonnay. Pedro Aquino, o sommelier de Colomé, descreve o aroma inicial como sendo de sauvignon blanc e evoluído passa a sémillon e chardonnay. A verdade é que o Viño Misterioso, à diferença de outros cortes cujas uvas são conhecidas por seus enólogos, é produzido por uvas de um terruño que já foram enviadas à Universidade de Davis, Califórnia, e que nem eles descobriram do que se trata. De qualquer forma o vinho é seco, fresco e saboroso e vale a viagem. Lá você poderá provar também o Amalaya considerado o vinho de melhor relação preço prazer.

No retorno à cidade de Salta faça uma caminhada pela Quebrada de las Conchas, um incrível cânion de 55 km de formações rochosas erodidas pelo vento e patrimônio natural pela Unesco. E na cidade não deixe de ver o Museu de Arqueologia de Alta Montanha com as múmias intactas das crianças adormecidas e oferecidas aos deuses incas. Silvia Franco viajou e hospedou-se em House of Jasmim (Salta), Estancia Bodega Colomé e Patios de Cafayate às suas próprias expensas.

Serviço: San Pedro de Yacochuya: mczanoli@yahoo.com.ar cel:54-3868-1563.9027
Colomé: www.bodegacolome.com tel. 54-0-3868-494044
Sala de Payogasta: www.saladepayogasta.com tel.54-0-3868-496052

Hacienda de Molinos WWW.haciendademolinos.com.ar





Sobre o vinho e gastronomia Anúncie Segurança e Privacidade Trabalhe na V&G Comunicar Erros Redes Sociais Fale Conosco